segunda-feira, julho 28, 2008

Just a Little Message

Vocês guiam-se por pensamentos tão fúteis, formas de estar completamente robotizadas. Deixam-se controlar por ordens sociais extremamente perversas, meios de comunicação que querem à força incutir acções, personalidades. Querem que todos se comportem à medida do que eles transmitem. E vocês. feitos burros, obedecem, deixam-se hipnotizar por essas imagens vulgares superficiais, que dizem mostrar a realidade, o que dizem ser factos verdadeiros, e por aí fora... Tais factos, realidades, pura e simplesmente não existem, são perfeitamente ridículos. Mas vocês comem essa palha, não pensam por vós próprios, não agem segundo a vossa vontade.

Grupos predefinidos de anormais e inúteis que não ligam ao que verdadeiramente interessa, vocês tornam-se num futuro completamente prejudicial para o meu país. Tornam-se num futuro em que não há raciocínio lógico, não há pensamento crítico e construtivo, não há uma mentalidade competente e trabalhadora. Há uma mentalidade preocupada apenas com o visual, o visual de quem acompanha, de estatutos sociais completamente superficiais. Vocês não valem nada, não entendem textos elaborados, rotulam tudo o que não seja óbvio de "esquisito". Se não estiver a papinha feita já não a comem. Cambada de miúdos mimados...

Vocês metem-me nojo, não vos gramo de forma nenhuma. A vocês e aos vossos amigos. Nunca tiveram dificuldades na vida, não sabem o que é lutar pelos vossos objectivos. A vocês só vos interessa o desinteressante, o que não interessa. A mim. A ninguém que seja minimamente inteligente. Cansam-me a paciência. Os neurónios. O juízo. O pior de tudo é que vocês se reproduzem que nem ratos. A vossa população aumenta como se uma praga invadisse catastroficamente o planeta. A vocês e a todos os vossos amiguinhos vos desejo uma coisa apenas: que morram bem longe, por favor. Tenho dito.

sábado, julho 05, 2008

Não há

Não há sono. Não há dores. Não há cansaço. Não há falta de vontade. Não há tristeza. Não há aborrecimento. Não há irritação. Não há dúvida. Não há incómodos. Não há inconvenientes. Nada prejudica. Não há feridas. Não há cicatrizes. Não há obstáculos nem barreiras. Não há mal entendidos. Não há pressões. Não há inseguranças. Não há ressentimento. Não há desilusão. Não há fraquezas. Não há intolerância. Não há relaxamento. Não há fugas. Não há cobardias. Não há mentiras. Não há manias. Não há faltas de respeito. Não há males. Não há nada. Há a certeza de que não há nada que tire tudo o que de bom existe, tudo o que de bom trazes.

terça-feira, julho 01, 2008

Era uma vez um sonho. E uma caneta. E uma folha de papel. Era uma vez um sonho de ser escritor, escrever com a velocidade com que se pensa, criar com a velocidade com que as ideias surgem e torná-las concretas, adequadas e prontas a serem lidas por todas as pessoas que olharem para essas palavras todas juntas. Um sonho tão difícil de concretizar e no entanto com tanta força de existir. Um sonho já tão antigo, mas que por vezes parece que não passa apenas de uma ideia meramente passageira, mania de época. Mas mantém-se o gosto pelas palavras, pelas frases bonitas e cheias de significado. Mantém-se o gosto de juntar palavras a imagens e relacioná-las pertinentemente. Por vezes impossível, outras vezes próximo, nunca deixa de ser uma forma de libertar e expressar estados de alma e outros pensamentos.

sexta-feira, junho 27, 2008

Rose of My Heart

Johnny Cash - Rose of My Heart



We're the best partners this world's ever seen,
Together as close as can be.
Sometimes it's hard to find time in between,
To tell you what you are to me.

You are the rose of my heart,
You are the love of my life.
A flower not fading nor falling apart,
If you're tired, rest your head on my arm.
Rose of my heart.

When sorrow holds you in her arms of clay,
It's rain drops that fall from your eyes.
Your smile's like the sun come to earth for a day,
You brighten my blackest of skies.

You are the rose of my heart,
You are the love of my life.
A flower not fading nor falling apart,
If you're cold, let my love make you warm.
Rose of my heart.

So hard times or easy times, what do I care,
There's nothing I'd change if I could.
The tears and the laughter are things that we share,
Your hand in mine makes all times good.

You are the rose of my heart,
You are the love of my life.
A flower not fading nor falling apart,
You're my harbor in life's restless storm.
Rose of my heart.

Porque és minha e eu adoro essa sensação...

sexta-feira, junho 20, 2008

(Almost) No Comment


Um guarda-redes fecha os olhos como se tivesse medo da bola. É ele o culpado, não me venham com penaltis defendidos e marcados, a Inglaterra não jogou este Europeu, e este jogador falhou imenso nesta competição, como prova esta imagem. É fraco, muito fraco, e uma selecção se quer ser forte não pode ter jogadores fracos como este.

segunda-feira, junho 16, 2008

A vitória da estabilidade

Não preciso viver no limbo para me sentir realizado. Não preciso estar sempre no limite do incerto para ter adrenalina. Preciso da estabilidade para poder potenciar o que tenho e o que sou. Preciso de não ter turbulência. Viver sempre na insegurança só acabará por me destruir, a incerteza crónica não é boa companheira. Querer que o redor viva também nessa incerteza não nos melhora a vida, não nos torna felizes. Por mais inconscientes que os actos possam ser, esses só revelarão o mais íntimo dos desejos, e assim, será feita a tentativa de provocar essa sensação de incerteza, do "e se.." em próximos, para que se possa recrutar companheiros de "guerra" e criar um novelo de fios completamente envolvidos uns nos outros, cheios de nós. Não quero isso, não considero positivo. Neste momento considero mais que positivo, considero essencial a estabilidade. É bem mais importante e possibilita que as minhas capacidades se mostrem e se desenvolvam. É uma forma consistente de se viver a vida sem tédio, sem dúvida...

sexta-feira, junho 06, 2008

Só volto lá acompanhado...



São Leonardo de Galafura

À proa dum navio de penedos,
A navegar num doce mar de mosto,
Capitão no seu posto
De comando,
S. Leonardo vai sulcando
As ondas
Da eternidade,
Sem pressa de chegar ao seu destino.
Ancorado e feliz no cais humano,
É num antecipado desengano
Que ruma em direcção ao cais divino.

Lá não terá socalcos
Nem vinhedos
Na menina dos olhos deslumbrados;
Doiros desaguados
Serão charcos de luz
Envelhecida;
Rasos, todos os montes
Deixarão prolongar os horizontes
Até onde se extinga a cor da vida.

Por isso, é devagar que se aproxima
Da bem-aventurança.
É lentamente que o rabelo avança
Debaixo dos seus pés de marinheiro.
E cada hora a mais que gasta no caminho
É um sorvo a mais de cheiro
A terra e a rosmaninho!


Miguel Torga


...por ti...

domingo, junho 01, 2008

Sim, gosto deles

Já o tinha encontrado à venda numa loja um pouco refundida numas ruas de Coimbra, e a um preço completamente exagerado. Tempos depois encontrei outra vez este cd a um preço normal e eis que me encontro a ouvi-los em grande número. 32 músicas destes Sheiks, os "Beatles portugueses". Nos anos 60 havia bandas como esta e outras que faziam música, apesar do regime castrador que Portugal vivia. Uma das melhores bandas portuguesas de sempre, com toda a certeza...

terça-feira, maio 27, 2008

Alice

É, na minha opinião e sem qualquer dúvida o melhor filme português de sempre...

segunda-feira, maio 26, 2008

Apenas uma partilha

Uns tempos atrás escrevi um texto numa fase um pouco conturbada. Mais de um ano depois e muitas histórias depois sinto que é a altura de o partilhar aqui neste espaço:


Uma Triste e Frustrante Realidade


Vou tentar não escrever a coisa mais triste que alguma vez escrevi. Pela triste razão que triste me encontro. Triste como não gosto de estar, triste como tenho tanto medo de ficar, triste como infelizmente estou. Estou triste pela irracional razão do coração que nos prega tantas partidas. Partidas que nos roubam tudo o que temos restando apenas meras memórias, que ferem em grande gravidade. Aquela fase em que não há nada que nos faça sorrir como nos momentos em que estamos bem, em que nenhuma palavra de incentivo é mais que um curto balão de oxigénio para aguentarmos as próximas horas. Não é suficiente, não chega. Torna-se claro qual é o meu sonho neste momento, o que eu mais desejo, sem falsas forças ou orgulhos. Como é óbvio sonho em ter o que tinha de volta, mais do que tudo, como se a minha vida quase dependesse disso. A dor que tudo isto causa torna-me uma pessoa estranha, sem sentido de orientação regular. Um dia sou forte e afasto-me de tudo, num outro sou uma pessoa rancorosa com muitos fantasmas para exorcizar. Tem dias que caio completamente na fraqueza das saudades e me deixo cair no chão. E há dias como o que vivo neste momento, em que me resigno à tristeza sabendo que nada vai melhorar, faça o que fizer. Faça o que fizer, que seria tudo, mas tudo não será suficiente para voltar a ter o que tinha, o que me fazia feliz, realizado… Lembro-me de um texto fantástico ao qual só dei atenção muito depois de conhecer.. Quero desnascer, assim como nesse texto.. Neste momento sinto a minha alma completamente contagiada pelo negrume de tudo o que é estado de espírito. Está ferida de morte, e não sei como recuperá-la.


Qual é o significado da palavra triste? Como se pode definir algo como triste, ou como a tristeza? Como explicar porque isto acontece? Não consigo, aliás neste momento nem dormir consigo. Aproxima-se algo do qual eu tenho medo de encarar. Sim, medo de ver o que não quero ver, do que estou a pressentir, e do qual não me consigo escapar. Tenho medo de a ver e de perceber que é algo garantido, que não haverá remedio para solucionar tudo isto, e que apenas eu serei parte preocupada neste assunto. Será medo a tristeza? Não saberei ao certo mas no meu caso faz parte da ementa, está por lá misturado como vários ovos num bolo. Quero desaparecer, sim, gostava de poder recomeçar de novo bem longe daqui. Sinto-me fraco, não me consigo controlar, quero chorar… Não consigo, não consigo.. Quero dormir, e amanhã saberei que estarei a ser acordado mais cedo que o previsto, saberei que terei um dia de descanso estragado e que mais uma vez vou fracassar numa tentativa de estudo. Saberei como sei agora que vou dar mais uma parte fraca de mim nesta história toda, e que vou acabar o dia enfiado na melancolia que agora sempre me acompanha. Saberei, como sei agora, que tudo isto não faz sentido, que tanto sofrimento não tem razão para existir. Não fiz tanto mal no mundo para receber este pagamento. Tento ser a melhor pessoa possivel.. Tento ser alguém moderadamente bom, com bom intimo, e tudo o que se pede de uma pessoa de bem. Acabo por não receber o que espero e fico com aquela sensação de injustiça a percorrer-me o corpo, mesmo sabendo que nunca nada peço.



Um dia todas as pessoas que se preocupam comigo vão-se desiludir. Vão perceber que por trás de tudo isto se esconde um ser paranóico, com uma enorme necessidade de ver o ego a ser alimentado, e que gosta de receber na mesma quantidade que dá: quantidade industrial. Irão ver alguém extremamente estranho com graves problemas de auto-estima. Irão ver alguém que os fará esquecer que tem qualidades. Esse alguém serei eu, esse alguém sou eu, alguém completamente viciado em atenção. Por aqui está alguém a sofrer, e a desejar receber um utópico sinal, que nunca irá aparecer. Custa muito levantar a cabeça, não é nada boa mais esta fase pela qual passo… Infelizmente tudo o que de mal se passa acaba por ser previsto momentos antes, mas sem nada poder fazer para o evitar. É uma triste e frustrante realidade…

Março 2007

quinta-feira, maio 22, 2008

sexta-feira, maio 09, 2008

Tantas palavras misturadas com toda uma ternura e doçura, que só poderia resultar numa ambiência de puras ligações cheias de significado. Mentes ligadas no silêncio por uma linguagem não-verbal, em que os gestos e expressões ditam leis nos momentos em que não é necessário dizer qualquer palavra. Nesses momentos em que o exterior se transforma num vazio desinteressante porque é apenas acessório de algo transcendente. É isto que me faz pensar noite e dia, e me enche os sonhos quando descanso. É isto que me tem estruturado e me põe com bases estáveis de felicidade. É isto mesmo o que eu precisava e o que eu quero. É isto que me surge entre pétalas e números perfeitos. Isto que só me dá vontade de querer mais e mais, de descobrir o que há para além de tudo. De saber crescer cada vez melhor, de fazer crescer tudo isto cada vez melhor. Dá-me uma vontade cada vez maior de ter muito mais, de procurar muito mais, sentir muito mais. É isto mesmo o que eu quero, é isto mesmo que quero ter...

quinta-feira, maio 01, 2008

A Menina das Pétalas aceita um convite para ver o nascer do sol do lado correcto?

sábado, abril 26, 2008

quinta-feira, abril 24, 2008

um pequeno apontamento

I'm running after time and I miss the sunshine
Summer days will come happiness will be mine
I'm lost in my words I don't know where I'm going
I do the best I can not to worry about things

Air - The Vagabond

Custa voltar a entrar no ritmo, custa imenso. Há a vontade, mas as circunstâncias não ajudam nada. Há motivação, mas acaba por ser bloqueada por essas mesmas circunstâncias. Há a esperança, e é isso que provavelmente conta para num futuro realmente conseguir voltar em grande. Neste momento ainda estou perdido, sem saber para onde me virar, quando há fugas, quando as coisas escapam. Agarro-me a essa esperança, que me diz que tudo correrá pelo melhor, apesar de agora isso não estar presente na minha cabeça.

quarta-feira, abril 23, 2008

Do a different D.A.N.C.E.



Get Cape. Wear Cape. Fly - D.A.N.C.E. (Justice Cover)


Esta está numa compilação de covers da NME, que reúne algumas covers feitas por bandas que pouco ou nada têm de parecido com as originais. Esta é uma das favoritas, juntamente com a versão do Lightspeed Champion para a Back to Black da Amy Winehouse.

quarta-feira, abril 16, 2008

Contei um passado que me fez recordar. Contei algo que me fez reviver tudo o que um dia passei, e tornei-me nostálgico. Uma nostalgia que dá saudades grandes, principalmente se essa memória é algo que nada tem de negativo, em que não há nada a apontar. É estúpido, mas não ter nada a apontar provavelmente será um grande factor para uma grande saudade que por vezes aperta. No entanto seguro-me. Por respeito. Por convicção. Por uma convicção de que não é permitido ceder a uma utopia, a algo platónico. É uma convicção de manter tudo bem assente no solo, fazer valer a gravidade. Sendo assim acabo por me distrair, até a uma próxima vez em que tudo voltará...

domingo, abril 13, 2008

Caderno

Nesse dia alguém escreveu nesse teu caderno as músicas que mais gostavas de ouvir. Cada música para cada situação, cada estado de espírito, cada momento vivido. Músicas que nem sequer imaginavas existirem, mas eram essas as que mais te tocavam e que mais gostavas. As que colocarias nas tuas listas de favoritas, que partilharias com os teus amigos, mostrando e explicando a importância que tais letras, tais sons teriam para cada situação diferente que representavam na tua vida. Estaria lá a tua música favorita. Aquela que mexe com todas as tuas entranhas, e que transforma todo o teu espírito. Que te arrepia e faz fechar os olhos. Essa música que ainda vais procurar para ouvir, para a apresentares aos teus ouvidos.
Olhaste para o teu caderno e viste vários textos, palavras cheias de sentido. Viste relatos de vivências, de momentos felizes, de outros de pura depressão. Viste pensamentos, pequenas futilidades e muitos outros nadas que nunca ninguém irá mais ver. Viste desenhos e outros rabiscos. Viste notas e algumas contas. Viste muitas outras coisas. Mas faltou-te ver quem efectivamente escreveu nesse teu caderno a tua história, e tudo o que te rodeou...

quinta-feira, abril 10, 2008

We're the substitute people

Substituíveis. Descartáveis. Nem carne nem peixe. Meio-termo. Regular. Normal. Nada de especial. Apeadeiro. Filme de série B pronto a passar num domingo de madrugada. Apresentador de Tv pronto a sair da prateleira, mas que volta para lá logo depois. Jogador dos últimos 5 minutos de cada jogo. Pessoa para fazer número. Número suplementar de uma lotaria. Figurante. Sombra. Reserva. Suplente. Substituto.

Há letras assim

Oh I think it's so hard trying to figure out
what they want me to do

I've spent most of my days
Only to deny what I know inside is true

Oh I think it's so hard trying to get around what they want me to be
I've done just about all trying to care about everyone else except me

I'm going forth to buy me some candy
On a saturday night

Oh I make it so hard gettin clear about
what it is I want me to do

One day I'll get myself out in the sunshine
Then I'll get rid of the blues

I'm going forth to buy me some candy
On a saturday night

El Perro del Mar, Candy

quarta-feira, abril 09, 2008

Maio a Maio

Simbolizava essa história com números, contava os dias, tornava tudo numa feliz estatística. Um penoso fim marcou uma época, muitos dias marcados pela assombração de pensamentos e saudades. Uma época primaveril em que novo ciclo começou, flores que abriram ao mesmo tempo. Um período de grande confusão sempre sem saber o que acabaria por acontecer... Ilusão, desilusão, crença, descrença, inconformismo, conformismo, indiferença, valorização... Chegando cada vez mais perto das últimas pétalas, os espinhos lembram que é outro tipo de flor que marcou e marca uma nova fase. No entanto essa marca precisa de ser clarificada, saber como existiu, como existe e como vai existir. Trago para cá perto para mais um abraço, e lembrando a feliz adopção a que fui votado algures numa noite em que me encontrava perdido no meio de uma pequena estrada.
São apenas friezas que não me enganam. São apenas fugas que não se entendem. São formas de viver rígidas. É um acomodar ao incerto. É, sem dúvida, um abrir de olhos para a tempestade lá fora e para a molha que acabei de apanhar.

sexta-feira, abril 04, 2008

A smile please



Camera Obscura - Dory Previn



Levanta essa cabeça, limpa essas lágrimas e lança-te com garra para fora outra vez... Isola-te dos teus problemas, mas não te deixes isolar do mundo, sim?

Quero um destes se faz favor -> :)

quinta-feira, abril 03, 2008

Horizonte

Porque há coisas que podem ser construídas lentamente, e que podem ser levemente apreciadas como uma bela imagem, uma bela vista que se nos depara em frente. Também essas paisagens foram lentamente construídas para depois serem devidamente entendidas e observadas. Tais elementos se devidamente e finalmente concluidos poderão então estar prontos a serem apreciados. Até lá, não passam de meros projectos no fundo de um horizonte que se quer cada vez mais próximo.

quarta-feira, abril 02, 2008

The Dodos

Vindos de San Francisco, provam-nos que não é só flores que aquela cidade oferece... Também dá folk, e da boa, como este duo composto por Meric Long e por Logan Kroeber (antigo baterista de uma banda metal core!!!) nos trouxe através de "Visiter", o seu segundo álbum. O álbum é bom. muito bom, e a "Fools", o tema do video por baixo é óptimo, a junção perfeita da voz com a percussão, numa espécie de diálogo em que a guitarra é um elemento puramente acessório e secundário... Não é normal falar assim de bandas no blog, mas estes dois merecem... A postura de Meric Long faz lembrar imenso o Elvis, quando era mais novo, principalmente pelas expressões faciais. É boa música esta que vos trago...

terça-feira, abril 01, 2008

Sinto-me desnorteado, sem capacidade de organização própria. Sinto-me perdido, desinteressante, estagnado no tempo... Tempo esse que sinto estar completamente fragmentado, descaracterizado. Não me consigo estruturar, parece que há um grande bloqueio que me impede de poder desempenhar as minhas funções e de me auto-motivar para as minhas obrigações, mesmo que essas não tenham nada que se possa relacionar com a minha personalidade, e com alguns objectivos de vida que tenho. Trata-se de um notório fracasso pessoal, numa fase não muito feliz, bem pelo contrário. Uma fase em que ando desiludido com o rumo que tomei.

terça-feira, março 25, 2008

Atacado por acessos de saudades de afectos e sensações. Sinto falta dessa estabilidade, dessa segurança de espírito que me impede de dar tiros nos pés e de me afundar onde não tenho necessidade de cair... É algo que me aflige com ansiedade por vezes.

segunda-feira, março 24, 2008

This is my weakness... A weak mind in a strange body...

domingo, março 23, 2008

porque há momentos em que tudo parece claro...



há dias em que muito se pensa e muito se conclui...

quarta-feira, março 19, 2008

[Pensamento da 1 da manhã]




Pertenceria a esses espaços, a essas paisagens, a esses inocentes sentimentos de pura loucura e esquizofrenia que me levavam a um estado de total comunhão com as minhas vivências. Um mundo só meu com filmes realizados na minha cabeça, com personagens criadas por mim... Num momento de lucidez sinto medo de mim, sinto medo do que veja, mas cedo volto a sentir-me bem, porque não me volto a lembrar de mais nada que me perturbava... Tudo está bem, e eu sei que terei razão nesta minha loucura de ser o que à vista de todos parece ser estranho, mas para mim é algo transcendente, faz-me sentir bem. Sinto medo, mas mesmo esse medo faz-me sorrir, porque é bom não me importar nem ter noção do real sentido das coisas. O sentido que eu lhe dou é suficiente e pertinente. Eu vivo o que quero viver, e vejo o que a minha cabeça quer que eu veja, constrói o mundo que me rodeia...

domingo, março 16, 2008

Sofrimento

. . . Suffering is one very long moment. We cannot divide it by seasons. We can only record its moods, and chronicle their return. With us time itself does not progress. It revolves. It seems to circle round one centre of pain. The paralysing immobility of a life every circumstance of which is regulated after an unchangeable pattern, so that we eat and drink and lie down and pray, or kneel at least for prayer, according to the inflexible laws of an iron formula: this immobile quality, that makes each dreadful day in the very minutest detail like its brother, seems to communicate itself to those external forces the very essence of whose existence is ceaseless change. Of seed-time or harvest, of the reapers bending over the corn, or the grape gatherers threading through the vines, of the grass in the orchard made white with broken blossoms or strewn with fallen fruit: of these we know nothing and can know nothing.

For us there is only one season, the season of sorrow. The very sun and moon seem taken from us. Outside, the day may be blue and gold, but the light that creeps down through the thickly-muffled glass of the small iron-barred window beneath which one sits is grey and niggard. It is always twilight in one's cell, as it is always twilight in one's heart. And in the sphere of thought, no less than in the sphere of time, motion is no more. The thing that you personally have long ago forgotten, or can easily forget, is happening to me now, and will happen to me again tomorrow. Remember this, and you will be able to understand a little of why I am writing, and in this manner writing. . .
Nas palavras de Oscar Wilde, neste De Profundis, relembro tempos passados, revejo-me em alguns tempos presentes, e lembro-me de outros tempos bem presentes e da forma como compreendo que tais momentos são de extrema dificuldade...
Em muitas alturas apenas nos revemos em expressões como esta de Wordsworth:

'Suffering is permanent, obscure, and dark and has the nature of infinity.'
Por vezes só apetece voar para o outro lado do planeta, percebo-te perfeitamente...

sexta-feira, março 07, 2008

vagabundo, perdido simplesmente por existir...






Por vezes são necessárias pausas, e creio que chegou o tempo de uma pausa por tempo indeterminado, seja pouco ou muito tempo...

terça-feira, março 04, 2008

Alteração

Deixou as tardes de quinta feira para começar as noites de quarta feira. Folhas Secas agora às 20 horas do dia que marca o meio da semana...

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sábado, março 01, 2008

Go Ninja!





Já antiga mas continuo a adorar esta música. Para quem não conhece, é uma versão de uma música tradicional infantil, mas a cargo dos Four Tet, que faz parte da compilação "Colours are Brighter", que é das melhores coisas do ano de 2006...

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

2 anos depois...





















... e tanto que eu gostava de voltar a essa semana, tanto que eu gostava de voltar à felicidade que sentia nessa altura...

terça-feira, fevereiro 26, 2008


MGMT - Kids


Memories fade
Like looking through a fogged mirror
Decisions too
Decisions are made
Decisions are made and not bought
But I thought this wouldn't hurt a lot
I guess not


I know now...

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Uma pequena amostra de uma história em forma de sonho

Um compasso descoordenado de sons atravessa-me a mente, mais uma vez o ruído real misturou-se com os sonhos fabricados no interior dos meus pensamentos. Tinha acordado de mais um sonho... Olhava emocionado para uma sepultura de vidro, como se muitos quilómetros durante muitos anos me tivessem impedido de visitar a ultima morada. Olhava emocionado sem conter as lágrimas pela grande carga que tal encontro me tinha causado. Ficara ali parado a contemplar todas as memórias perante os seus restos mortais. Tão longo caminho, nunca tinha estado em tranquilidade nem em paz, pelo desconhecimento do local, não sabia onde estava, andava perdido no meio do nada. Já largos anos tinham passado desde o inicio da busca deste espaço. Um inicio marcado por uma tragédia, um desaparecimento distante do local onde toda uma vida foi vivida, por isso ninguém sabia onde tudo se tinha passado. Onde tudo tinha sido abruptamente destruído, deixando apenas as memórias do que marcou cada uma das pessoas que conhecia e que sentiram também a perda. Numa viagem simples mas extremamente nervosa, depois de grande discussão, parte sem nunca mais voltar, num desastre longínquo que lhe colhe a vida. Não houve possibilidade de uma despedida, nem de um lamento, começou nesse instante uma busca por essa última morada. E depois de um largo caminho percorrido, chegou finalmente o momento em que se localizou e identificou uma sepultura de vidro, conservando o que de físico restou de um ser que apenas tinha como objectivo de vida ser feliz...
Olhei em redor e vi quem sentiu a minha falta numa dor tranquila, agora que estava localizada a última morada. Emocionei-me de saber que todo o sofrimento teria chegado ao fim e que finalmente teria o descanso que tanto procurara. Ouvi um barulho estridente cada vez mais nítido junto do meu ouvido, estava a ser puxado de novo para a minha vida normal...

sábado, fevereiro 23, 2008

...

Um espaço vazio, comprido e opaco. Um espaço onde me situo a pensar em vários factores da minha pessoa. Ao sair desse espaço não me liberto de uma sensação de frustração pela falta de consistência que me possui. Falta de consistência que se traduz em fracassos. Apesar de opiniões contrárias, olhando para os factos é isso que me surge. Não ligo com o sucesso concretamente, apenas aparentemente. Coloco ambições que estão quase no limiar da utopia e nunca as atinjo, é impossível, porque para tal não existe competência ou capacidade. Ao sair desse espaço tenho sentido um ardor nos olhos, uma impressão causada pelas condicionantes que as conclusões provocaram. No final de contas o espaço vazio, comprido e opaco situa-se bem dentro de mim, na minha cabeça.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Just an Outdoor Game




Como é bom poder estar relaxado a olhar para o mundo a correr à nossa frente, a olhar para o quotidiano e as suas mutações constantes, pessoas no seu mundo caminhando para vários sitios com a cabeça a milhares de quilómetros de distância, a voar por entre nuvens de divagação e pensamentos vagos ou densos. É bom poder observar o mundo a caminhar mesmo diante dos nossos olhos, as viagens das nuvens no céu, as árvores a fugirem do nosso lado, deixando para trás pedaços do caminho que faço. Sabe bem estar assim. Sem confusões, sem distúrbios, apenas o mundo à frente, e eu no meu lugar de cinema, como se de um filme se tratasse, onde a história era criada bem dentro dos meus pensamentos, e eu era, ao mesmo tempo o único espectador. Just me and my thoughts...

Já agora, a música chama-se Outdoor Games e está a cargo de Magic Arm, que no último sábado deu um grande concerto no TAGV...

sábado, fevereiro 16, 2008

Cansaço criativo


É um facto que não tenho escrito nada, mas isto sucede com explicação. Sinto um deserto criativo. É algo que por vezes acontece com uma duração considerável. Não saber por onde pegar para escrever algo, ou então é uma mania de ser exigente com o que se escreve e não aceitar nenhumas ideias que surjam se não forem interessantes e passiveis de desenvolvimento, a resultar num texto. Não tenho gostado das minhas ideias, e mesmo os meus textos já tiveram melhores dias. Por vezes acontece, podemos comparar com as formas físicas dos desportistas que oscilam. Creio encontrar-me em má forma criativa. Tentarei minimizar este desgaste o mais breve possível.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

I wish

Eu queria ser Maio, Junho... Queria ser um fim de tarde a dois, um pôr do sol nos tons mais bonitos. Queria ser o dar das mãos, o unir de espíritos, o expressar de sensações. Queria ser algo simples, tranquilo. Queria poder ser a última chamada do dia, o primeiro cumprimento da manhã. O ombro, suporte... Queria poder ser suportado, entendido, aconselhado. Queria poder ouvir expressões que me arrancam sorrisos e responder de igual forma, deixando fluir os sentimentos. Queria poder ser feito por encomenda, queria receber-te na minha caixa do correio... Queria ser a pessoa, mas não conseguirei sê-lo, e é isso que me entristece mais. Não conseguir ser quando o deveria ser. Quando surge o que seria o ideal, algo o torna um facto complicado, e a complicar cada vez mais. Sinto as minhas mãos atadas, e não percebo porque estas se prenderam, e me impedem de ser quem deveria ser... E isso perturba-me. Perturba-me saber que, por isto tudo, desse lado caiu uma expressão triste...
In this ground of fears i was buried alive...


Still thinking why...

sexta-feira, fevereiro 01, 2008



All I Need, Air (1998)

Turn off your mind, relax and float down stream,
It is not dying, it is not dying
the beatles

Há que respirar, relaxar, e não preocupar...

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Os Ekos




O que eu gosto de ouvir estas musicas bem antigas...

Aqui vai a letra:

olhou pra mim e sorriu
mesmo assim fugiu
eu agora estou só
mas não tenham dó
porque ela pra mim
sempre foi assim

sei, sim eu sei
eu sei que vou sofrer
vão passar muitos dias
sem a poder ver
mas eu sei que o amor
me pode vencer

corri corri corri
corri corri corri corri muito tempo
lançando aos céus
o meu triste lamento
chorando pelo amor
que um dia perdi

Amigos da Cultura

Nesta barra lateral encontra-se um banner referente ao blog de uma tomada de posição de um conjunto de cidadãos, descontentes com a fraca atenção dada à cultura em Coimbra. Torna-se ridícula esta falta de aposta na cultura quando se trata de uma cidade cheia de estudantes, cheia de significado, de história, de potencial, de um sem número de termos e argumentos suficientes para que fosse um estandarte desta cidade. Aconselho-vos vivamente a visitar o blog dos Amigos da Cultura para que saibam em pormenor toda a razão deste descontentamento.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Um texto

Por vezes surgem momentos de inspiração que nos levam a escrever... Num impulso apenas, se cria logo um texto considerável devido à grande carga criativa que nos assola as ideias. Vai ficando guardado, esse rascunho, até um momento ideal para o mostrar... No entanto por vezes esse momento dilui-se e deixa de haver timing algum para o mostrar, apenas porque não faria sentido, nem sequer haveria feedback de certeza. O texto não irá desaparecer,e apesar de acabar por não ter utilidade, é um elemento retirado directamente de momentos que não sairão da memória. Momentos que marcaram definitivamente, pela positiva, e que eu não quero esquecer nunca. Tudo teve um encanto especial. Não quero perder essas memórias que me fazem sentir bem. Por isso, esse texto ganhou uma duração vitalícia...

domingo, janeiro 20, 2008

[Titulo ao criterio do leitor]

Nesse dia caminhava pelas ruas, meditava, reflectia, pensava... Apetecia-me caminhar nos meus pensamentos e interpretá-los, ao som da música que tinha como companheira, banda sonora deste momento, como de tantos outros, de tantas outras músicas... Imaginava-me em histórias paralelas, com outros fins que não os meus, que não os que aconteciam na realidade. Imaginava sempre uma história melhor, em que o momento da falha podia ser sempre alterado, e que tudo corria bem no final, com todas as adversidades que pudesse haver. Imaginava-me consistente, seguro, tranquilo. Imaginava-me a tomar decisões sem medo, imaginava-me com competências. Escrevia no meu caderno pequenos excertos de textos que me chegavam à memória. Apreciava o ambiente em minha volta e deixava que o meu pensamento divagasse livremente. Imaginava-me num fim de tarde de Maio, tentando apanhar o pôr do Sol, mas ao me distrair, perderia os breves instantes em que o céu ficava com tonalidades em que o azul se misturava com o laranja e outros tons que o ocupavam. Nesse momento regressaria a casa na companhia da escura noite, dando por fim a um dia em que a mente viajou e relaxou sempre suportada pela confiança e tranquilidade...

Nessa manhã chovia, e eu não tinha vontade de acordar, não queria acordar...

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Quando há pessoas amigas que dedicam um espaço para se lembrarem de nós e para nos mimarem com palavras também elas amigas, só há uma expressão possível de se dizer: um muito, muito obrigado...

domingo, janeiro 06, 2008

Um pensamento no meio de tantos outros

Tento-me esconder num refúgio laboral para que seja possível canalizar outros vultos ocupantes do pensamento. Refugio-me para forçar a abstracção, para forçar um quotidiano normal, para impedir uma necessidade que não pode existir, que não deve existir... Mas, no entanto, de certa forma existe. Existe porque não pode ser controlada. Mas pode, tem que ser adormecida de forma a não prejudicar mais nada, de forma a que tudo pareça de resolução o mais positivamente simples possível. E assim as obrigações dos refúgios laborais poderão ser cumpridas... Espero eu.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

1, 2, 3

No presente dia este blog completa 3 anos de existência. Todos os dias 4 de Janeiro poderia fazer uma pequena reflexão sobre os motivos que me levam a ter o blog, e o que quero fazer daqui em diante entre outras coisas. Não o vou fazer. Apenas vou referir que estou satisfeito por conseguir manter este espaço e conseguir mostrar que o que escrevo é o que realmente gosto de escrever e o que me vai na cabeça no momento. Gosto de escrever. Gosto de escrever neste blog. Espero que quem o lê também goste.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Argumentos musicais para a parte positiva do ano

E porque há sempre razões para se ficar satisfeito com um ano, deixo algumas das razões musicais que eu tive oportunidade de ver, muito para quem não estava habituado a este tipo de andanças. Muitos outros videos poderiam estar aqui neste post, mas assim não cabia tudo, e escolhi alguns dos que mais me marcaram:



the white stripes@Oeiras Alive!




lcd soundsystem@SBSR'2007 -> num próximo post irei usar mais deste grupo genial para o tema do texto




the national@SW'2007




of montreal@SW'2007




clap your hands say yeah@SBSR'2007




chemical brothers@Marés Vivas

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Mal-me-quer Bem-me-quer adaptado ao último dia do ano

ano ímpar, ano par, ano ímpar, ano par, ano ímpar, ano par......



ano mau, ano bom, ano mau, ano bom, ano mau, ano bom....

domingo, dezembro 30, 2007

Dois estados de espírito, duas formas de encarar um objectivo

Pegarei numa folha de papel e escreverei tudo o que sinto neste momento. Num raio que cai dentro da minha cabeça, começo a escrever todas as palavras que compõem o meu estado de espírito e que tanto preciso de as libertar. Só assim terei a consciência de que fiz valer o que aqui dentro se passa, e que tornei possível que fosse mostrado tal facto. Quero escrever para depois ler, em voz bem alta, e dizer a seguir que foram palavras escritas directamente do coração para o meu cérebro, que apenas se limitou a "escrever" o texto, sem ter qualquer tipo de poder de decisão. Sim, quero escrever isto tudo, tenho vontade de escrever coisas bonitas, que abram um grande sorriso... Isso seria sim um grande prémio, um objectivo de tornar uma expressão numa outra ocupada com uma verdadeira máscara de felicidade... Um sorriso e tudo vale a pena...


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Não posso fugir da minha responsabilidade, de não agir irracionalmente, tenho que saber a certeza dos actos que cometo, tenho que ter a plena consciência do que estou a fazer, e se não estou a prejudicar alguém. Tenho que ser cauteloso... Manter o respeito é dos actos mais nobres que alguém pode ter por outrém, é de grande importância para mim tal facto... Seria muito simples apenas abrir a porta e deixar as palavras sair como pequenas crianças a caminho do recreio... É sempre necessária uma boa dose de ousadia, mas há que saber usá-la, saber ser sensato nas pequenas loucuras que fazemos, nas quais arriscamos a nossa felicidade em certas ocasiões... Uma loucura racional que trará o sucesso, a realização pessoal ao atingir um objectivo tão importante... Atitudes, palavras, gestos, todos com o objectivo de obter um largo e sincero sorriso... Um sorriso e tudo vale a pena...

sábado, dezembro 22, 2007

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Bless You



Bless you, for being an angel
Just when it seemed that heaven was not for me
Bless you, for building a new dream
Just when my old dream crumbled so helplessly

bless you, the ink spots


Algures lá por cima pelas nuvens anda um pensamento que não tem vontade de acordar. Em músicas com sete décadas vejo as palavras que me transmitem actualidade, e que me fazem continuar bem lá em cima. É bom este calmo sentimento, sabe bem poder tê-lo, mas ainda melhor é conseguir aplicá-lo em quem merece...

quarta-feira, dezembro 12, 2007

sexta-feira, dezembro 07, 2007

E o que sou eu?




Nada mais que um conjunto de confusões que tomam a forma humana...

terça-feira, novembro 27, 2007

Sacrifício, uma palavra por vezes forte, consoante a forma como se emprega e com que sentido se vai colocar. Sacrificio é usado metaforicamente para descrever actos de altruísmo, abnegação e renúncia em favor de outrem. Acto de abnegação em favor de outrem, de alguém próximo, de alguém que merece o esforço.
Sem dúvida que é uma palavra forte, sendo que o seu significado metafórico é bem mais ajustado. Forte é, também, um sentimento que leva alguém a estar disposto a poder passar pelo que for preciso para chegar a um ponto de convergência há muito ansiado. Um sentimento que dá forças suficientes para levantar duas pessoas e torná-las finalmente no objectivo traçado. Um sentimento verdadeiro o suficiente para ter todos os actos altruístas que forem precisos...

Um algo que sinto neste momento... Mas não é um sacrificio, bem longe, e bem pelo contrário...
Será, sem sombra de dúvidas, um prazer poder agir assim, assim atingindo o que mais desejo neste momento...

sexta-feira, novembro 16, 2007

Cursifica-te na RUC!


Até 15 de Dezembro, dirige-te ao 3º piso do Edifício AAC e inscreve-te no Curso de Locução e Realização dirigido a futuros locutores da Rádio Universidade de Coimbra. O horário de secretaria é 2as a 6as, 10:30/13 e 15:30/17.

Se a tua área for outra, podes inscrever-te ainda no Curso de Informação ou no Curso de Técnica de Radiodifusão.

quarta-feira, novembro 14, 2007

I woke up and...

i woke up with a teardrop in my eye
i wondered what it was that made me cry
was it a dream i had of you?
a dream that may, some day, come true

i dreamed you wiped the teardrop from my eye
and then you said: my darling please don't cry
for in a vision i could see
someone taking you from me
and then i woke with a teardrop in my eye

I Woke Up With a Teardrop In My Eye, The Ink Spots



Invades os meus sonhos numa forma que me lembra a nostalgia de um futuro que nunca atingirei... Não me parece...

domingo, novembro 11, 2007

Num momento diria o que penso... Será que nesse momento será como eu gostaria que fosse?

Não faço a menor ideia nem tenho a menor capacidade de ganhar coragem para tal...

quinta-feira, novembro 01, 2007

Utopia

Vejo-te como a mais bela das utopias. Uma utopia com a qual vale a pena sonhar. Uma utopia com a qual eu sonho, e sonharei. Uma utopia que me faz gaguejar quando a vejo, que me bloqueia o pensamento e me faz viajar e divagar. Gostava de atingir o teu patamar. De te proteger do frio, de te colar bem perto a mim e ficar contigo sem pensar em mais alguma coisa possível e imaginável. Sentir saudades tuas para as matar de seguida, estar a teu lado... Queria poder olhar nesses olhos, poder ter a ousadia de dizer, em frente a eles, o facto de não existir ninguém como tu, de nunca ter visto algo assim como quando te vi. Queria poder dizer-to, arrancar-te um sorriso, uma palavra, um gesto, quem sabe.. Queria poder-te escrever um texto adequado ao que sinto, ao que és, à tua imagem... És uma imagem de beleza inatingível que os meus pensamentos percorrem desde suaves brisas quentes do Verão, e que formaram a utopia que és. A utopia que és e com a qual continuarei a sonhar...

domingo, outubro 28, 2007

Boicotarei seres como este

É incrivel, mas há gentinha que pensa que danificar a dignidade de seres vivos é uma forma de arte. Há um "artista" cuja obra de arte foi colocar um cão numa exposição e deixa-lo morrer de fome e de sede... Simplesmente incrivel, mas é verdade... Pois bem, ele agora foi convidado pra representar o seu pais na bienal centro-americana e em face disso está a decorrer um boicote à sua participação através da assinatura de uma petição aqui em baixo:


Boicot a la presencia de Guillermo Habacuc Vargas en la Bienal Centroamericana Honduras 2008 Petition

Por mim, o boicote seria até total a todas as obras da carreira deste individuo... É importante mostrar que também existe quem esteja contra este tipo de assassinios culturais.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Um momento para pensar


I can't seem to make you mine
Through the long and lonely night

And I try so hard, darling

But the crowd pulled you away

Through the rhythm and the rain

And the ivy coiled around my hand
...

the clientele

Não fujas de mim, por favor...

quarta-feira, outubro 17, 2007

Um conhecimento versátil, ou um modo de vida pertinente

Pessoalmente gosto de me informar sobre vários assuntos, várias áreas, vários temas. É algo de muita importância para mim o facto de poder sempre ir melhorando a minha cultura geral. Pego neste meu aspecto pessoal para começar a minha linha de raciocínio relativamente à pertinência ou ausência da mesma da presença de disciplinas de várias áreas num determinado curso mais especifico, já que eu próprio de certa forma faço a minha vida funcionar em torno dessa ideia para mim pertinente.


Nos tempos que correm, a versatilidade ganha uma importância de dimensões impensáveis comparando com tempos mais passados. No mercado de trabalho, cada vez mais têm importância as pessoas que, juntamente com a sua formação profissional, evidenciam experiência em actividades “extra-curriculares”. Com este termo refiro-me a actividades extra curso, extra trabalho, por exemplo, experiência em projectos de voluntariado, e outras associações sociais. Nesta medida, creio ser importante num curso do ensino superior haver espaço para cadeiras de outras áreas de formação académica. Uso o curso onde estou a fazer a minha formação académica como exemplo. Estudo Engenharia Informática, um curso tecnológico com, felizmente, boas perspectivas de entrada no mercado de trabalho. Num curso como este é imperioso um desenvolvimento da cultura geral de cada aluno, na medida em que é necessária uma abordagem exacta em cada trabalho, ou projecto a ser feito. E numa área tão abrangente como a Informática, há trabalho em todas as áreas do conhecimento, logo há também uma necessidade de conhecimentos mínimos na área do trabalho em questão. A evolução tecnológica tem sido uma das grandes armas importantes no decorrer da criação da Humanidade como ela é hoje. Mas será que esta evolução teria sucesso se não houvesse contribuição de conhecimentos de outras áreas? Não me parece que teria. Em todas as áreas, é necessária sempre uma pequena abordagem de outras áreas diferentes, para que a nossa forma de trabalhar seja muito mais eficiente e competente. Versatilidade e eficiência sempre foram dois termos facilmente interligados.



Numa perspectiva das relações humanas, ter uma formação académica que englobe outras áreas de conhecimento melhora a nossa capacidade de lidar e interagir com todos os que nos rodeiam. Saber conversar sobre aspectos que não apenas da nossa “especialidade” prova que é possivel ter um conhecimento cientifico aprofundado e mesmo assim saber estar com pessoas que não falam sobre ciências ou computadores ou a área em questão. Estar á procura de algo mais para completar a personalidade é um desafio pelo qual eu sinto especial gosto e creio que muitos de nós deveriam ter. Torna-nos pessoas mais interessantes e possibilita conversas com uma variedade salutar. Usando exemplos concretos, se eu me interessar por ler terei, teoricamente, maiores possibilidades de ter um discurso sapiente, usando as expressões devidas conforme a situação em que me encontro. Por inerência, terei uma melhor escrita, evitando erros ortográficos embaraçosos na elaboração de relatórios de trabalhos da minha área. Se eu me interessar pelas artes, terei uma sensibilidade maior para trabalhos em áreas que assim o exijam (multimédia por exemplo).


Talvez por ser uma pessoa que goste de me envolver em várias actividades diferentes, sou um pouco suspeito neste tema, já que para mim, todos deveriam, tentar, ao menos, ser o mais versáteis possivel, de certo se tornariam pessoas mais interessantes. No entanto, tenho noção de que são necessárias pessoas quase a atingir um estado de robotização pessoal, em que apenas o trabalho e a área de formação interessa, na forma em que também darão um importante contributo para que outras pessoas, de fora desse âmbito, se possam interessar e também elas possam melhorar a sua cultura geral e o seu conhecimento.

artigo feito para uma cadeira do meu curso

segunda-feira, setembro 17, 2007

Nesse mesmo instante em que toda a criação de uma perspectiva se tornou vã, a iniciativa tomou a forma da coragem da acção adulta e ponderada.. Dos traços da resignação surgiu um traço vincado de personalidade, que se molda fortemente com o adverso permanente e ciclico.. Ciclos que tanto afectam os afectos, a paz, a tranquilidade de todas as sombras e pegadas... Estas e outras tantas que coexistiram em inerente ingenuidade do optimismo, acabando por se tornarem marcas profundas do mal que atravessa a pele, entrando e ferindo ferozmente no interior do corpo. Neste mesmo instante criou-se uma perspectiva diferente. A perspectiva de que é possivel coabitar com essas marcas e sofrer com elas, sendo que, no entanto, essas tais marcas não passarão de pequenos pontos num curriculum. Tomam a forma de experiências, tomam a forma do passado...

sexta-feira, setembro 14, 2007

É desta janela que eu vejo a chuva...

Tempo

Há tempo para tudo.. Para chorar, para rir, para amar, para desilusões.. Há tempo para viver essencialmente.. E há tempo para esquecer o mal que nos apoquenta. Sim, todo o mal que nos mói e fere, todo o mal que cobardemente nos corrói, sem ter a coragem de nos encarar de frente. Há um tempo para exterminar esse mal. E esse tempo é agora, sem mais demoras ou atrasos, sem mais resistências ou outros argumentos quaisquer. É tempo de dar uma oportunidade à vontade de viver e à coragem de querer enfrentar os desafios, e de não fugir deles nem dos problemas. É o tempo de levantar a cabeça e agir com dignidade. É o tempo de procurar quem realmente interessa, e deixar quem não merece para trás. É o tempo de ser feliz, por favor...

terça-feira, setembro 11, 2007

Once i wanted to be the greatest
Once i did became the greatest
Just because you once told me where was my mind

quarta-feira, setembro 05, 2007

triste estou

Encontro-me de regresso a esta noite que me acompanha tantas vezes no meu sono. Adormeço na esperança de a encontrar diferente, um tom diferente de escuridão. Numa escuridão em que mesmo assim me encontro, porque assim tem de ser e não posso questionar o destino que tudo toma. Sinto-me preso no passado que gostaria que fosse presente mas que assim não sendo se torna um passado desejável, mas sempre com a utopia do anterior presente que gostaria que fosse realidade. Sinto-me como uma criança adoptada que não sente qualquer auto-estima e que assim permanece sendo alguém incompleto.. Assim me sinto eu porque nada me corre bem e tudo acontece na minha vida para a destruir um pouco.. Sou um sério problema com grave resolução...

domingo, julho 22, 2007

Por detrás da Alegria e do Riso, pode haver uma natureza vulgar, dura e insensível. Mas, por detrás do Sofrimento, há sempre Sofrimento. Ao contrário do Prazer , a Dor não tem máscara.


Oscar Wilde [De Profundis]

terça-feira, julho 17, 2007

Enfim, já nem sei o que pensar.. Não sei mesmo... Estou cada vez mais confuso...

segunda-feira, julho 09, 2007

uma banda com um nome grande faz sempre sucesso

Este titulo extenso é relativo à janela que resolvi abrir para viajar pelos assuntos da música, um espaço que já existia, mas reanimado agora, fará mais sentido algo mais concreto e relacionado com a música. Já existe o link aqui ao lado, mas já que falo nesse espaço, podem-no visitar por aqui se quiserem também.
Entretanto esta janela continua a ser testemunha de uma grande tempestade que parece não ter fim...

sábado, julho 07, 2007

Hadouken!



Uma banda com a força de um verdadeiro "Hadouken!" do Ryu..
Eu quero este estado de espírito! E quero um cd deles!!


I wanna drink drink drink smoke fuck fight
I wanna shout, drink, scream, I wanna die!
I wanna be arrested
I wanna be molested
and i've damaged my brain, next weekend lets do it again!

domingo, junho 24, 2007


Noites invadidas por histórias confusas que nascem do meu pensamento mais obscuro. Vivências quase reais de um dia-a-dia em constante fuga do sub-consciente. Num último acto de pensamento antes de adormecer, é logo desencadeado o processo imaginativo que se torna em algo que perturba o sono... Durante a noite, sou apanhado pelos pensamentos que não ouso pensar e dos quais me tento abstrair no dia inteiro. Quero fugir, mas parece que há algo que não me deixa, os meus sonhos acabam sempre por me obrigar a ter visões de algo que eu não posso ver, para não alimentar nada que apenas se pode considerar incerto. Tenho medo do que me surge, medo dessa falsa realidade que mais não me dá que falsas esperanças de uma vã luz ao fundo de um túnel que não pode existir... Quero liberdade disto tudo.. Quero liberdade de mim próprio, destes sonhos que me prendem...

quarta-feira, junho 20, 2007

Continuo a ouvir as minhas músicas, e em constante busca de novas sonoridades.. Continuo a pesquisar novas noticias para aumentar o nivel de assuntos na minha cabeça. Ocupo todo o tempo que posso a aumentar a minha sabedoria para atacar avaliações.. Faço as minhas actividades normais.. Faço mil e uma coisas.. Tudo para ocupar o pensamento..

Mas, no entanto, a minha cabeça não sai do mesmo lugar...

domingo, junho 17, 2007

A cada dia que passa me apercebo mais que quem quer ser bom da fita fica no fim da fila, porque acaba por ser enganado e usado, sem nunca lhe reconhecerem o que quer que seja...
Acaba por ser normal uma pessoa desiludir-se, mas normal nunca significará de ânimo leve. Significará que é triste apercebermo-nos de que aspiramos algo que nunca teremos, e então a desilusão surge por terem sido criadas esperanças com base em algo que se julgava consistente. Mas que acaba por se revelar inconstante e inseguro, trazendo à tona as verdadeiras intenções...
Sinto-me imensamente triste, eu sinto-me desiludido...

terça-feira, junho 12, 2007

Pudera entender eu a natureza de certos actos, que nos levam a fazer pequenas loucuras nos pequenos momentos que nos invadem o pensamento. Pudera entender eu porque motivo impulsos aparecem, de agir de forma inesperadamente arrojada ou apática, agir de forma contrária ao procedimento normal.
Pudera eu entender porque escrevi o que escrevi, mas a história nunca pode ser travada, e todos nós acabamos por ser meras marionetas, manipuladas pela natureza dos nossos instintos.

terça-feira, junho 05, 2007

Um pensamento

Uma postura visionária do que não se tem torna as coisas diferentes. Torna tudo um pouco insípido, sem grande piada. Mas depois há uma postura diferente. Um largo campo de visão ofuscado, no entanto, pela incerteza da correcção da atitude. Se se está a agir bem, se apenas se está a denegrir algo que se construiu numa base estranhamente confusa, assim como a altura. Uma desorientação de rumo que leva a períodos de duras reflexões, em que a melancolia ataca pela solidão do momento. Um momento, em que, a falta do que pessoalmente se precisa, torna tudo dificil de atingir. Sinais podem ajudar a perceber em que pé se encontram as situações, mas parte muito da capacidade de os interpretar, ou de os detectar, sejam eles os mais infimos possivel. Dificil de auto-detectar estão qualidades na minha pessoa que me levem a ter esperança de melhorias numa perspectiva continua...

quarta-feira, maio 30, 2007

Here I am, here I am waiting to hold you



Normalmente não costumo fazer posts seguidos com videos, mas não pude evitar de partilhar esta música lindíssima com vocês. Quando se junta uma letra do Tim Buckley com esta voz fantástica da Elizabeth Fraser, o resultado só poderá ser uma experiência sempre incrível. Com letras destas é impossivel ficar indiferente:

On the floating, shapeless oceans
I did all my best to smile
til your singing eyes and fingers
drew me loving into your eyes.

And you sang "Sail to me, sail to me;
Let me enfold you."

Here I am, here I am waiting to hold you.
Did I dream you dreamed about me?
Were you here when I was full sail?

Now my foolish boat is leaning, broken love lost on your rocks.
For you sang, "Touch me not, touch me not, come back tomorrow."
Oh my heart, oh my heart shies from the sorrow.
I'm as puzzled as a newborn child.
I'm as riddled as the tide.
Should I stand amid the breakers?
Or shall I lie with death my bride?

Hear me sing: "Swim to me, swim to me, let me enfold you."
"Here I am. Here I am, waiting to hold you."


Song to the Siren by This Mortal Coil

terça-feira, maio 29, 2007

Há que lembrar as grandes músicas




CocoRosie - Beautiful Boyz

sexta-feira, maio 25, 2007

Lembro-me da confusão que existe

Nesse dia também o sol brilhava, mas não havia vento para acompanhar esse dia que nunca vai cair no esquecimento. Era Maio acho eu, como o é hoje, e toda a cidade estava à mercê dos olhos que via a tarde a passar naquele jardim bem alto. Contemplou-se tudo o que o compunha, frases, poemas, pensamentos... Foi mesmo feito para isso esse jardim, mesmo feito para momentos para recordar...
Uma lembrança que me faz perceber que por vezes há situações que sucedem em momentos perfeitos, que é mesmo suposto acontecer, ou que a conjuntura torna ideal que aconteça. Faz-me também lembrar de que por vezes uma história certa também pode ocorrer na altura mais estranha e inapropriada, prejudicando o que poderia ser tão interessante. O que noutra situação seria perfeito, torna-se tristemente estranho e confuso, porque é algo que não é possível controlar, não controlamos quando queremos que nos aconteça cada história que nos marca. Assim cria-se um bloqueio, que, a bem da sensatez de não criar confusão em mais ninguém, impede de tentar outra forma de perceber novas sensações.
Uma estranha forma de estar, esta forma confusa de tudo o que se passa.

segunda-feira, maio 14, 2007

Tudo turvo, nada concreto. Ora nem mais. Queria eu ter certeza, queria eu saber para onde me virar, e se me deveria virar. No escuro imagino o que seria se... se.. se.. Três se's, mas nenhuma realidade? Será? Também não sei, mas sei que é algo novo e confuso, turvo, como expliquei há pouco.. Nas alturas em que não preciso de pensar nisso tudo é simples, é fácil de perceber.. Depois torna-se estranho.. Enfim, confesso-me como sendo uma mente atribuladamente complicada...

quarta-feira, maio 09, 2007

Still

I'm in this mood of writing in english but i don't understand why my brain is giving those orders.. well, who cares anyway? While i scratch my name in one more memory, my life is taking me forward to new experiences, a road trip in the unknown of my head.. Still the sun is shining during the days, still am i making this effort to win this inner peace that will take me to happiness..
Still am i in this mood of an english language thought...

domingo, abril 29, 2007

No que me acompanha o ouvido



The moment we believe that we have never met
Another kind of love it's easy to forget
When we are all alone then we do both agree
We have a thing in common this was meant to be

The Knife - Marble House

quinta-feira, abril 26, 2007

Hoje choveu imenso, não estive em casa mas a minha janela esteve sempre aberta... Hoje a chuva caiu-me na cara, não tinha a janela para me resguardar... Apenas consegui ver o anoitecer da minha janela bem molhada da chuva que caiu, ou então era apenas mais um sonho de uma noite em que o sono resolveu não vencer como devia...

domingo, abril 22, 2007

Estado - Desorientação


Em que um fragmento de mim se solta e se torna rebelde na minha mente
Em que pensar correcto será uma utopia
Em que não sai da cabeça o que nunca poderei ter
Em que não sai da cabeça a felicidade que nunca terei
Este estado em que me sinto horrível porque não te tenho
Em que as saudades me tornam uma pessoa intranquila
Este estado em que fico, sabendo que não voltarei a sorrir como só tu o fizeste

quinta-feira, abril 19, 2007

No meio dos minutos da revolta o desabafo...

Oh mãe...
Mãe, eu quero ficar sozinho... Mãe, não quero pensar mais... Mãe, eu quero morrer mãe.
Eu quero desnascer, ir-me embora, sem ter que me ir embora. Mãe, por favor, tudo menos a casa em vez de mim, outro maldito que não sou senão este tempo que decorre entre fugir de me encontrar e de me encontrar fugindo, de quê mãe? Diz, são coisas que se me perguntem? Não pode haver razão para tanto sofrimento. E se inventássemos o mar de volta, e se inventássemos partir, para regressar. Partir e aí nessa viajem ressuscitar da morte às arrecuas que me deste. Partida para ganhar, partida de acordar, abrir os olhos, numa ânsia colectiva de tudo fecundar, terra, mar, mãe... Lembrar como o mar nos ensinava a sonhar alto, lembrar nota a nota o canto das sereias, lembrar o depois do adeus, e o frágil e ingénuo cravo da Rua do Arsenal, lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição, partir aqui com a ciência toda do passado, partir, aqui, para ficar...


José Mário Branco, in FMI

terça-feira, abril 17, 2007

E nesse dia regressei eu a casa acompanhado pelas eternas memórias de um futuro que nunca terei..
Talvez um dia uma simples brisa de ar denso me traga a longa metragem com a banda sonora que idealizei um dia...

sábado, abril 14, 2007


A cidade esta deserta
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte
Nas casas, nos carros,
Nas pontes, nas ruas...
Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura
Ora amarga,ora doce
Para nos lembrar que o amor é uma doença
Quando nele julgamos ver a nossa cura


ornatos violeta - ouvi dizer



quero desaparecer...

sexta-feira, abril 13, 2007

Seguir sempre o caminho mais fácil só nos torna pessoas pouco corajosas, em constante fuga das nossas responsabilidades, em constante medo de arriscar sermos felizes... Pior será quando, nesse caminho tão simples de seguir, se encontra um obstáculo que torna tudo mais dificil do que poderia ser. Quando surge esse obsctáculo, o arrependimento, fica-se depois a pensar no que teria sido arriscar e vencer...

terça-feira, abril 10, 2007

Hoje desci à Terra... Nunca fui autorizado a viver no Céu durante muito tempo... Acabo sempre puxado para triste realidade que surge com o aproximar da gravidade...
Gostava de ser um folha em branco para que tu me escrevesses tudo o que se passa aí dentro..
Gostava de estar aí dentro, saber, perceber, compreender...
O problema é que estou cá fora, e sou uma folha toda rasurada...