Batem saudades. Batem frustrações. Bate tudo nesta noite de sexta feira, onde só me apetecia ficar bem refugiado e adormecer as ideias.
Vou passar umas músicas, é capaz de ajudar.
sexta-feira, março 15, 2013
segunda-feira, fevereiro 25, 2013
quarta-feira, janeiro 30, 2013
segunda-feira, janeiro 14, 2013
terça-feira, janeiro 01, 2013
Quanto tempo!!!
- Olá! Como vai?
- Eu vou indo. E você, tudo bem?
- Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro… E
você?
- Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranquilo… Quem sabe?
- Quanto tempo!
- Pois é, quanto tempo!
- Me perdoe a pressa, é a alma dos nossos negócios!
- Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
- Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
- P'ra semana, prometo, talvez nos vejamos… Quem sabe?
- Quanto tempo!
- Pois é… Quanto tempo!
- Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das
ruas...
- Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
- Por favor, telefone! Eu preciso beber alguma coisa,
rapidamente…
- P'ra semana…
- O sinal…
- Eu procuro você…
- Vai abrir, vai abrir…
- Eu prometo, não esqueço, não esqueço…
- Por favor, não esqueça, não esqueça…
- Adeus!
- Adeus!
- Adeus!
Sinal Fechado, Chico Buarque
terça-feira, dezembro 04, 2012
Quem por dentro dos olhos fechados viaja,
Decerto cansará a sua mente, talvez o corpo
Sonho expressão positiva, por vezes expressão complicativa
Deixa a pensar e a tentar interpretar o seu significado
Acorda e percepciona o que se viu
Desperta tranquilo ou agitado
Pois a mente é bastante fértil
Funciona a cem, talvez mil
Devagar quem por aqui vai adormecendo
Escreve ideias soltas sobre os sonhos
No meio da perseguição dos que vai tendo
De os tornar bem reais aos seus olhos
Terça-feira, 7 de Julho de 2009, aqui
quarta-feira, novembro 28, 2012
segunda-feira, novembro 19, 2012
Tudo
No fim de mais uma tarde cinzenta transporto-me para mais um momento de solidão. Observo inconscientemente as pessoas que fazem e fizeram parte da minha vida e chego à conclusão de que me sinto sozinho. Não por que algum dos meus me esteja a falhar, porque dizer tal seria uma tremenda injustiça. Têm estado bastante presentes, e principalmente quando mais preciso. Mas sinto-me sozinho, sinto falta de partilhar aquele bocado mais pessoal que não se partilha com mais ninguém, aquele dispender de atenção em que mesmo quase quase a adormecer não abdicar de desejar uma última vez "Boa noite". Sinto falta de o poder fazer, sinto vontade de o fazer. A alguém específico. Tenho esses sentimentos. Tenho é medo de não os poder esplanar. Mas quero, quero muito. Quero tanto como tantos são os textos que escrevi nestes últimos meses, uns que vieram cá parar, outros nem saíram do caderno. São muitos. E sempre para a mesma pessoa. E é nessa pessoa que penso e que gostaria de poder partilhar mais ainda. Explosões de sentimentos, pequenos gestos... Tudo.
quarta-feira, novembro 14, 2012
sábado, novembro 10, 2012
sexta-feira, novembro 02, 2012
quinta-feira, outubro 11, 2012
São seguidas as noites em que me deito tentando aguentar o meu ímpeto. Este ímpeto tão forte de abrir o livro, e mostrar sem medos o que está entalado e que tanto necessito mostrar. Em qualquer forma, pessoal, escrita, uma simples mensagem. Dizer abertamente o que sinto, da gigante vontade que tenho de fazer acontecer. De se tornar real. De me tornar presente. Fazer parte. De querer viver tudo, fazer tudo. Tanta, mas tanta vontade de abrir o jogo. Seguro-me, não seria justo neste momento. Preencher mais a mente num momento de concentração e esforço grande não seria justo. Posso esperar mais dias. Mas quero muito. Te Muito.
segunda-feira, outubro 01, 2012
segunda-feira, setembro 17, 2012
Passei toda a noite
Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distração animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero.
Quero só Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.
Alberto Caeiro
sábado, setembro 15, 2012
sexta-feira, setembro 14, 2012
Escrevo no outro lado. Naquele que se escreve à mão. Naquele que verdadeiramente jorra do cérebro para a tinta da caneta. Escrevi no caderno. E soube-me bem, permanecer fiel à caneta dá-me mais gozo no que escrevo, no que imagino. Tirei notas, fiz esquemas, escrevi textos, imaginei prosas. Preenchi mais uma folha de um caderno com demasiadas facetas, variadas abordagens. Voltei a estar em contacto com um prazer gigante que tenho: poder escrever à mão num espaço em que me uno com o que me rodeia estando sozinho. E escrevo. Espalho sentimentos, sofrimentos, alegrias. Espalho vivências, tentando de alguma forma ajudar quem quer que seja a seguir o seu caminho.
E seguindo esse caminho deito-me e rendo-me ao cansaço. Que o dia já vai longo.
E seguindo esse caminho deito-me e rendo-me ao cansaço. Que o dia já vai longo.
quarta-feira, setembro 05, 2012
domingo, setembro 02, 2012
Nas horas deste domingo fiquei a olhar para pontos da minha sala sem sequer os ver. A consciência e a vista estavam longe. Estavam onde gostavam de estar, com os sentimentos e as sensações todas. Com o nervoso miudinho. Com todo o carinho. Com toda a vontade.
Cada vez que a minha vista se concentrava, um suspiro se soltava. Não queria estar ali. Queria que a consciência me levasse até esse local.
Cada vez que a minha vista se concentrava, um suspiro se soltava. Não queria estar ali. Queria que a consciência me levasse até esse local.
Por cá fiquei, restando-me fechar os olhos e tentar que a imaginação me leve de novo à tua imagem, ao teu beijo, ao teu abraço.
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