No início parecia uma equação de atracção fácil de descrever. Um ambiente de festa, desconhecimento, apelo visual mútuo, e uma aproximação rápida em que o resultado foi o esperado. Depois, com o passar dos poucos dias que durou esta história, esse apelo foi complementado e justificado posteriormente com algo que marcou definitivamente esse conjunto de dias. Um sorriso encantador do tamanho de um oceano, aliado a uma energia positiva do qual era impossível não sair contagiado. Era no entanto uma história com um fim bem definido, pela geografia e porque em breve esse sorriso iria voltar a um seu passado recente. Com a sinceridade no seu mais puro estado sempre presente, tudo passou a uma bela história de "paixão" pragmática, arrumada na estante das boas lembranças que ficarão. Um sorriso que sei que provavelmente nunca mais irei voltar a ver pessoalmente, mas nem um oceano o diluirá para um estado de passado esquecido.
domingo, maio 18, 2014
sexta-feira, maio 09, 2014
Mudança.
Numa perspectiva de novo desinteresse começa a surgir uma forma diferente de olhar, uma diferente percepção das coisas. Um estado optimista de conformismo. Conformismo da razão da razão, em detrimento da razão da emoção, que teimosamente bloqueava o raciocínio e por sua vez, o pensamento no dia-a-dia. Optimismo porque revela uma mudança, de paradigma, de visão, um necessário fresh start.
quarta-feira, maio 07, 2014
domingo, maio 04, 2014
Tudo isto é ingrato
Tudo isto é ingrato. Desde o começo. Dão-te a conhecer algo que poderia ser o teu projecto de vida eventualmente. Sem exagerar tanto, algo que poderia perfeitamente caminhar nesse sentido. Tudo aponta para que aconteça mas, nos entretantos, a coisa fica dificultada. Geograficamente, com efeitos colaterais diferentes, ou outros factores. Surge um constante defraudar de expectativas, em sequência, alimentando e destruindo motivações. Com o passar do tempo surge o sentimento de quem se conforma com o insucesso, com a frustração. Mas, no entanto, persiste o sentimento mais forte, o afecto. Tremer com um simples contacto, desejar estar de novo na presença de quem faz o coração bater mais forte. E por mais dias, semanas, meses, ou anos que passem, mesmo sendo apenas dois, esse sentimento persiste. Um sentimento que nos faz ter saudades do que poderia ter acontecido, aquele mesmo sentimento que na altura nos fazia ter saudades de um possível futuro. Persiste, mesmo contra a própria vontade, e por lá permanece. Por mais defeitos que existam, constragimentos que surjam, há coisas que não se esquecem, sentimentos que não desaparecem. E eu agora sei que este nunca desaparecerá. Poderei e saberei viver com isso, mas este afecto, este carinho, esta paixão nunca deixará de existir. Nunca deixarei de gostar de ti, e agora tenho a certeza disso.
segunda-feira, março 17, 2014
segunda-feira, março 10, 2014
Tenho um papel de parede a forrar-me o espírito
Tenho um papel de parede a forrar-me o espírito. Tem-me mantido inerte, apático. Não me tenho movido, não tenho lutado. Um papel de parede decorado de rotinas bloqueadoras. Não sinto as novidades que cada dia pode trazer. Não me sinto envolvido, o sangue limita-se a viajar normalmente, não tem trazido as palavras que me ajudam a purgar os meus problemas, as minhas vivências, sejam elas boas ou más. Não me tenho conseguido inspirar a deitar para fora o que se passa aqui dentro. Limito-me a ver os dias passar com uma descrença tamanha que me entristece, que me assusta. Tenho saudades do futuro, tenho ânsia que isto passe.
Tenho saudades das sensações, do nervosismo miudo, daquele nó na barriga, em que temos tanto para dizer que depois o discurso sai completamente trocado. Tenho saudades de muitas coisas, tenho saudades de pessoas, tenho saudades de sentir tudo o que sentia antes. Mas agora sinto-me completamente mumificado, só quero que a cola se gaste e que este papel de parede caia todo. Preciso disso.
sábado, janeiro 04, 2014
Uma sala que está vazia e que provoca um sentimento estranho. Queria escrever algo mais, mas sinto dificuldade. Não descortino o que possa causar tal bloqueio, será a falta de uma "musa"? Uma incapacidade de escrever no abstracto? Não sei, poderia estar aqui a dissecar possíveis problemas, mas não consigo mesmo identificar. Tenho saudades de escrever alarvemente, como se os meus olhos e mãos estivessem numa dimensão paralela, de tão mecanizados que estavam. Muito aconteceu e muito se perdeu pelo meio, perderam-se rotinas, perdeu-se o hábito, auto-estima, qualidade, capacidade talvez... Não sei de todo. Sei que quero poder voltar a colocar textos meus com maior regularidade, em breve talvez, amanhã quem sabe. Estarei por aqui independentemente de tudo. Isso parece-me a única certeza, mas pelo menos esta é bem convicta.
domingo, outubro 27, 2013
quarta-feira, setembro 04, 2013
domingo, julho 21, 2013
Uma cidade incompleta
Mais uma viagem de comboio, com uma rotina nada nova. Mudam as pessoas, muda o contexto, mas o sentimento não muda.
Hoje regresso a casa depois de mais uma ida a esta cidade de "sempre". Uma cidade que desta vez estava incompleta, o céu estava modesto e tudo me parecia amorfo, insosso, fraco. Caminhei pelas mesmas ruas, e mesmo sabendo que lá não estavas, olhava em volta à tua procura. Tu és esta cidade para mim. Aquela cidade que me custa abandonar cada vez que volto. Aquela cidade que me deixa em pulgas quando a visito, apenas pelo significado do regresso a ti, do regresso à tua imagem. Hoje regresso com um semelhante aperto no coração. Mas desta vez não te vi. Estive lá, mas estavas longe. E lá sucumbi às saudades, nas quais regresso de novo ao quotidiano.
15/07/2013
15/07/2013
quarta-feira, julho 10, 2013
Hoje marquei dois golos.
Mas foi só um jogo de futebol entre amigos.
Mas foram dois bons golos.
Bom, bom foi correr, suar, libertar tudo o que de mau possa haver.
Realaxar através dos poros e poderes sentir-te tranquilo e bem com o que fazes. Distrair do mundo durante uma hora, e, nas seguintes, aproveitar essa distração. Esse sim é o maior e melhor momento que terás no e depois do jogo.
domingo, junho 23, 2013
Olhei-me no espelho com a máquina na mão, e esperei para saber se realmente queria fazê-lo. Fitei-me, cabelo espesso, desorganizado, assim como as minhas ideias. Tinha um emaranhado de fios desalinhados, precisava de estabilizar a minha estrutura, libertar-me. Liguei a máquina e comecei a passá-la na minha cabeça. Pente 0. Radicalizar o acto, mesmo sabendo que poderia estar a exagerar, mas mesmo assim continuava. E ia sentindo o cabelo a cair mesmo à minha frente, lentamente, em molhos grandes. Uma e outra vez, até ficar praticamente sem cabelo nenhum. Logo logo fui abrir a janela e senti o ar fresco a percorrer-me a cabeça agora desprotegida. Fui enfiar-me debaixo do chuveiro e deixei-me estar completamente dominado pela água que caía na minha cabeça. Sentia a água a cair com mais que os pequenos restos do cabelo que tinha. Levava muita carga negativa, muitas frustrações, directamente pelo cano, directamente para fora de mim.
Ao sair, saí fresco, pronto para olhar em frente.
segunda-feira, junho 03, 2013
Terraço.
Um ar fresco marca o fim de um dia quente. Fresco mas confortável num solitário terraço. Os mosquitos esbarram na luz do computador, uma das poucas luzes que ilumina este espaço. De phones nos ouvidos escrevo, percorro músicas, e mantenho-me por cá. Este ar fresco refresca as ideias, e que boa que é essa sensação.
quinta-feira, maio 16, 2013
Esta cidade dá-me que pensar. Sinto-me cada vez menos ligado, mas nunca por deixar de ser a minha cidade e de gostar dela como tal. Mas sinto-me a precisar do choque da mudança. Mudar para onde me tenho sentido confortável, onde chego e me sinto bem, mesmo não conhecendo a fundo o local onde estou. Este sentimento dura há anos, mas sempre relativizei, pensei que seria só um capricho. Mas cada vez sinto mais que faz parte de mim, e que quero muito isso. Gosto demasiado de Coimbra, mas acho que me devo dirigir a norte, cada vez mais sei que é lá que posso ser o que queria quando fosse grande. Mesmo que nessa altura de traçar planos não o imaginasse dessa forma.
Agora quero isso. Quero muito.
sábado, maio 11, 2013
sábado, abril 27, 2013
Das vontades que nos surgem
Vou lhe fazer uma visita
Mas não fique assim, aflita
Que eu não sou de reparar
Não precisa de banquete
Nem preocupe com enfeite
Não me vá empetecar
E os velhos discos de bolero
Tô levando pois eu quero
Lhe ensinar como dançar
E dizer-lhe ao pé do ouvido
Com um tom meio atrevido:
"dois pra lá e dois pra cá"
Vou lhe fazer outra visita
Pra lhe ver, assim, bonita
Ir correndo ao portão
Decorou o tal bolero?
Vem cantando em tom sincero
Sequestrando minha atenção
A radiola está no jeito
Lhe aproximo do meu peito
Repetindo a tentação
"são dois pra lá e dois pra cá"
Você vai ver no que dá
Cantar de novo esse refrão
Olha pra junto dos meus pés
Você consegue reparar
No tempo de nós dois
E ver que assim como se dança
O passo é feito de esperança
Espero amar depois
Mas não fique assim, aflita
Que eu não sou de reparar
Não precisa de banquete
Nem preocupe com enfeite
Não me vá empetecar
E os velhos discos de bolero
Tô levando pois eu quero
Lhe ensinar como dançar
E dizer-lhe ao pé do ouvido
Com um tom meio atrevido:
"dois pra lá e dois pra cá"
Vou lhe fazer outra visita
Pra lhe ver, assim, bonita
Ir correndo ao portão
Decorou o tal bolero?
Vem cantando em tom sincero
Sequestrando minha atenção
A radiola está no jeito
Lhe aproximo do meu peito
Repetindo a tentação
"são dois pra lá e dois pra cá"
Você vai ver no que dá
Cantar de novo esse refrão
Olha pra junto dos meus pés
Você consegue reparar
No tempo de nós dois
E ver que assim como se dança
O passo é feito de esperança
Espero amar depois
segunda-feira, abril 08, 2013
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