sexta-feira, abril 28, 2006

Hurt, by Mr Johnny Cash


I hurt myself today
to see if I still feel
I focus on the pain
the only thing that's real
the needle tears a hole
the old familiar sting
try to kill it all away
but I remember everything
what have I become?
my sweetest friend
everyone I know
goes away in the end
and you could have it all
my empire of dirt

I will let you down
I will make you hurt

I wear this crown of thorns
upon my liar's chair
full of broken thoughts
I cannot repair
beneath the stains of time
the feelings disappear
you are someone else
I am still right here

what have I become?
my sweetest friend
everyone I know
goes away in the end
and you could have it all
my empire of dirt

I will let you down
I will make you hurt

if I could start again
a million miles away
I would keep myself
I would find a way

quinta-feira, abril 20, 2006

Falemos

Falemos de ti..Falemos de mim, de nós, dos outros.. Falemos da magnificiência dos pequenos actos que nos acompanham. Falemos de mim, mas só se estiver perto de ti, para que os outros vejam que nós estamos juntos. Para que cada uma das nossas vivências se misture, e enriqueça. Falemos da felicidade, da sorte que tudo isto carrega.. Sabe bem esta tranquilidade, sinal da maturidade a que isto tudo chegou.. Falemos sim, porque é bom falar das coisas boas que nos acontecem.. Falemos então..

quinta-feira, abril 13, 2006

Pensamento do dia

Um certo dia virei-me para a sensatez e mandei-a á merda.. Um bloco acumulado de raiva foi cuspido do meu corpo conforme eu disparava a matar. Faz tempo que precisava de atirar tudo para fora, finalmente um motivo desencadeou tudo isto.. Finalmente matei a sensatez e fui um reles filho da puta.. Há coisas que nunca mudam, mas outras nem por isso..

terça-feira, abril 11, 2006

A Letter Home

Here I'm sitting in the gloom
Of my quiet attic room.
France goes rolling all around,
Fledged with forest May has crowned.
And I puff my pipe, calm-hearted,
Thinking how the fighting started,
Wondering when we'll ever end it,
Back to hell with Kaiser sent it,
Gag the noise, pack up and go,
Clockwork soldiers in a row.
I've got better things to do
Than to waste my time on you.


Robert, when I drowse to-night,
Skirting lawns of sleep to chase
Shifting dreams in mazy light,
Somewhere then I'll see your face
Turning back to bid me follow
Where I wag my arms and hollo,
Over hedges hasting after
Crooked smile and baffling laughter,
Running tireless, floating, leaping,
Down your web-hung woods and valleys,
Where the glowworm stars are peeping,
Till I find you, quiet as stone
On a hill-top all alone,
Staring outward, gravely pondering
Jumbled leagues of hillock-wandering.


You and I have walked together
In the starving winter weather.
We've been glad because we knew
Time's too short and friends are few.
We've been sad because we missed
One whose yellow head was kissed
By the gods, who thought about him
Till they couldn't do without him.
Now he's here again; I've been
Soldier David dressed in green,
Standing in a wood that swings
To the madrigal he sings.
He's come back, all mirth and glory,
Like the prince in a fairy tory.
Winter called him far away;
Blossoms bring him home with May.


Well, I know you'll swear it's true
That you found him decked in blue
Striding up through morning-land
With a cloud on either hand.
Out in Wales, you'll say, he marches
Arm-in-arm with aoks and larches;
Hides all night in hilly nooks,
Laughs at dawn in tumbling brooks.
Yet, it's certain, here he teaches
Outpost-schemes to groups of beeches.
And I'm sure, as here I stand,
That he shines through every land,
That he sings in every place
Where we're thinking of his face.


Robert, there's a war in France;
Everywhere men bang and blunder,
Sweat and swear and worship Chance,
Creep and blink through cannon thunder.
Rifles crack and bullets flick,
Sing and hum like hornet-swarms.
Bones are smashed and buried quick.
Yet, through stunning battle storms,
All the while I watch the spark
Lit to guide me; for I know
Dreams will triumph, though the dark
Scowls above me where I go.
You can hear me; you can mingle
Radiant folly with my jingle.
War's a joke for me and you
While we know such dreams are true!

Siegfried Sasson, 1916

segunda-feira, abril 03, 2006

Change


So i got the courage to buy the tickets.. I was trying to take the step, to start the change in my life.. Finally I had the enough strenght to go.. It was being so hard, the good past was starting to be painful and uncertain, and i needed to have a new life. I said goodbye to all my friends. Not to all, because some of them don't have to know from me the change that has to happen.. The time will give them those answers and tell them why i am away..
From here i see a valley of dreams and hopes that i have to explore and go thru.. I have to make this journey by my self, but i know that in time i won't be alone, i know that..
I will make it.. My heart tells me so.. The suffering is something of the past and now only happiness will live in me.. The path is long, but my hope is bigger..






Dedicated to the real traveller, who had the courage to change

sexta-feira, março 24, 2006

Miudo

Nós somos o que vemos na tv
Ou então a tv nunca nos viu
Só nos mostram os monstros de perfil
Como se eles brotassem do vazio
Cheios de frio

Miúdo! O que é que levas nesse saco?
Ó miúdo!! O que é que levas nesse saco?
Nesse saco aí junto ao ventre?
Miúdo! O que é que levas nesse saco?
Nesse saco físico?
Miúdo!! Eu faço parte do vulgo tenso e mau!

Nós somos a matéria do amor
No molde da miséria das paixões
Se Deus tivesse filhos, por favor
Não os deixava nas imediações

Miúdo! O que é que levas nesse saco?
Ó miúdo!! O que é que levas nesse saco?
Nesse saco aí junto ao ventre?
Miúdo! O que é que levas nesse saco?
Nesse saco físico?
Miúdo!! Eu faço parte do vulgo tenso e mau!

Míudo! Eu faço parte desse saco...


Cindy Kat, Miudo

sexta-feira, março 17, 2006

100

Por entre estas águas escuras navego no meu barco.. Faz tempo que não vejo um raio de luz, tu também não a vês creio eu, pelo menos dizes-me que não a consegues ver. O caminho já tem sido longo, tens aguentado bem digo-te eu, para quem não tem a certeza de existir a terra onde queremos chegar.. Continuamos a navegar.. Ainda me lembro como te convenci.. Palavras optimistas não são sempre eficazes, mas quando acompanhadas de um sorriso reconfortante e que transmite segurança, fica tudo mais simples, a confiança cresce muito mais.. Deve ter sido isso, a minha forma de ser que te convenceu a vir, não sei, eu acho que foi. Entretanto continuamos a navegar em busca desse local que tanto almejámos e que também tu te entusiasmaste em encontrar.. Mas a paciência nunca foi o teu forte e por isso tens dificuldade em esperar que finalmente apareça o nosso objectivo, a nossa meta.. Estás farta de viajar, de procurar o que antes também quiseste encontrar.. Passamos por uma terra qualquer com sinais de civilização e cheia de pontes.. Quisest sair e ficar por lá, seguir o caminho a pé se te apetecesse mais tarde.. Ainda tentei demover-te outra vez e até tentei a mesma forma de persuasão que tinha usado pra te convencer a vir.. Não quiseste, desististe a meio da viagem.. O tempo escureceu ainda mais, tinha que fazer o resto do percurso sozinho.. Apanhei uma tempestade, aguas muito fortes, movediças e agitadas, faziam-me estremecer no meio do nada. Como se já não bastasse estar sozinho agora o tempo também estava contra mim, contra o meu objectivo.. Estive quase a desistir de tudo.. Não conseguia fugir das nuvens escuras e do mau tempo que afectava a minha viagem e a minha vida.. Já estava preparado para ali ficar e ter o meu descanso eterno naquelas águas, não conseguia fugir dali, daquele cerco escuro que a água me tinha feito.. Quando já estava sem reacção, vejo um raio de luz a atingir-me a cara.. Uma voz suave que me ajudou a levantar, uma voz vinda de longe que me ajudou a recompor os cacos e a cola-los, voltando eu a ter forças para continuar. "Levanta-te e mostra que és forte!", diz-me essa voz.. Senti algo a crescer dentro de mim, uma força de espirito que de repente se tornou enorme, e que me impediu de desistir e me motivou a ser forte e a reagir.. Lutei, lutei muito para conseguir escapar a esta turbulência.. Mas consegui, finalmente sinto calmaria.. posso prosseguir a minha viagem, mesmo sozinho sinto-me com forças para continuar.. Sigo a disfrutar do mundo que tenho á minha volta, á muito tempo que não reparava no que de bonito existe neste mundo, talves estivesse com os olhos tapados de algo que não me deixava viver a realidade.. Entretanto continuo a navegar.. Continuo á procura do meu destino.. A viagem está cada vez mais longa, ja revelo algum cansaço, embora motivado, tem demorado demais, e eu não duro para sempre.. Minutos, horas, dias, meses.. As minhas forças já não são as de antigamente, e por onde viajo não me posso abastecer.. Estou fraco, sinto-me fraco.. Tento chegar mas continuo a não conseguir.. Podia ter toda a motivação do mundo mas mesmo assim iria esgotar-se, porque embora, não estando desesperado sinto-me incompleto porque não chego onde quero chegar, não atinjo essa meta.. No entanto avist qualquer coisa.. Navego muito rápido, ansioso por lá chegar, será? Será agora? Aproximo-me.. Não é nada do que eu queria.. Rude golpe nas minhas aspirações.. Não posso acreditar que ainda não foi desta.. Começo a não acreditar que tal sitio exista... Impotente deixo-me cair.. Não tenho mais forças, não quero saber onde vou parar.. Tal sitio não existe, em qualquer sitio fico, em qualquer sitio sobrevivo.. Algo me puxa, me afaga o cabelo, e me dá palmadas na cara para eu acordar.. Abro os olhos e volto a fecha-los.. Fiquei com os olhos incandeados da luz.. Espera.. Luz?! Não sei quem és ainda, mas o certo é que me trouxeste luz.. Mas como me encontraste? "Estás ainda atordoado com o sono.. Tu é que me encontraste, não me perguntes porquê e como.. Não interessa agora.. Dá-me a tua mão e olha comigo para a frente..." Eu encontrei-te, sim, encontrei um tu que me trouxe luz, que me trouxe sorte, e me pos um sorriso na cara mesmo sem saber para onde vou, sem saber se o destino que eu almejava existe.. Estou a vaguear, mas vou ver o que existe então em frente..


Fica ao vosso critério interpretar o que está em frente..
Fiquem bem, espero que tenham gostado do meu centésimo post...

quarta-feira, março 08, 2006

Bem, lá estou eu de volta a este canto no sul da europa.. Passei uma semana incrivel, conheci gente espectacular, fiz muitos amigos, revi outros.. Enfim, melhor era impossivel.. A adicionar a isto tudo uma cidade linda como é Estrasburgo, as coisas so poderiam ter corrido bem. Tive ainda tempo de passar uma tarde em Paris, e ver a torre Eiffel, á qual fiquei a olhar que nem parvo, porque aquilo é mesmo grande "cumó (palavra censurada)"...
Acho que me fez muito bem, esta semana.. Deu para clarificar a minha cabeça em relação a muitas coisas, perceber o que realmente se passa, e a quem dar valor.. Deu essencialmente para perceber do que é que eu iria sentir falta, estando longe de Portugal..
Agora que estou de volta, dou muito mais valor a isso.. Venho mais completo, conhecer novas culturas ajudou-me a colocar mais peças no puzzle da minha vida. É sempre fantástico ter amigos estrangeiros.. Nunca irei esquecer esta semana..
Bem agora que estou de volta vou matar todas as saudades que tenho, e voltar á minha vida normal... Não é muito dificil.. Há muitas coisas bem piores para se passar..
bem, para já chega que estou cansado demais..

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Ernesto vs Pedro Renato, 3 de Março, no Teatro Académico de Gil Vicente


A Rádio Universidade lançou o desafio ao sueco Ernesto para vir até Coimbra e durante uma semana trabalhar com um músico português para juntos apresentarem um espectáculo único onde recriam temas do sueco de «A New Blues», trabalham em inéditos concebidos nesse tempo e reciclam clássicos com novas roupagens. O desafio foi prontamente aceite e é com um orgulho desmedido que a Rádio Universidade de Coimbra apresenta um momento único: Ernesto vs Pedro Renato, 3 de Março, no Teatro Académico de Gil Vicente.

ERNESTO | Jonatan Bäckelie Terris, sueco que reparte o seu tempo entre Gotemburgo e Birmingham, depois de estudar música anos a fio deu os primeiros passos na música de dança e acabou por lancar vários ep's e ser requisitado por projectos como os Beanfield, Stateless ou Swell Session (todos da Compost Records) e acompanhou nomes como Yukihiro Fukutomi ou os Plej (de quem se tornou uma voz carismática que chegou mesmo a ser ouvida na série de Culto Six Feet Under – Sete Palmos de Terra). Em 2005 lança o seu primeiro grande projecto «A New Blues» pela editora londrina Exceptional Records. Neste disco cruza a música negra com a electrónica duma forma absolutamente impressionante, mostrando a sua paixão pelo que de melhor foi feito nos seus formatos clássicos e a sua atenção ao que de melhor se vai fazendo no campo da música electrónica. Blues, Soul e Gospel partilham o espaço do formato canção com a electrónica ora formatada ora minimalista.

PEDRO RENATO | Músico de Coimbra que desde há 10 anos lidera os Belle Chase Hotel, Pedro Renato mantém ainda o projecto (sobretudo dedicado a bandas sonoras originais) Azembla's Quartet e nos últimos tempos tem produzido discos como os de Danae e Boitezuleika ou os novos e ainda prestes a sair «Ellas» e «António Olaio & João Taborda». Versátil instrumentista e melómano por convicção, Pedro Renato dispensa grandes apresentações e é um dos raros casos de criatividade associada ao extremo bom gosto.

RÁDIO UNIVERSIDADE DE COIMBRA | A RUC é uma secção cultural sem fins lucrativos da Associação Académica de Coimbra - a mais antiga associação de estudantes do país - funcionando como escola de rádio aberta aos estudantes da Universidade de Coimbra desde os anos 20, na altura sob o nome «Centro Experimental de Rádio». A partir de 1986 é também um dos órgãos de comunicação social oficiais de Portugal, tendo-lhe nessa altura sido atribuído em concurso público o alvará de rádio local. Para além de assegurar uma emissão contínua em 107.9 FM na região centro do país, a RUC está igualmente disponível através da Internet no endereço www.ruc.pt. Apostando sobretudo numa programação alternativa por excelência, a RUC empenha-se também na promoção e organização de eventos musicais e culturais. Nos últimos anos, foi responsável pela presença em Portugal de nomes como Pascal Comelade, John Zorn, Carl Hancock Rux, Perry Blake, Blixa Bargeld, Calvin Johnson, Stereo Total, Zita Swoon, Françoiz Breut, Bastien Lallemant, entre outros. Muitos deles em concertos únicos e inéditos no nosso país. Nas comemorações do seu 20º aniversário enquanto rádio local (01 Março 2006), a RUC apresenta Ernesto e Pedro Renato num concerto único, integrado ainda na 8ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra.

domingo, fevereiro 19, 2006

I'll meet you in West Germany
October 1983
I know that freedom was a lie
And your husband was a spy
You say that words are impotent
But they can help us pay the rent
I knew for sure there was nothing left
Except the vodka on your breath
We meet in Strasbourg
In Strasbourg
Dann sind wir Helden
We meet in Strasbourg

The courage that your father plucked
From inside a cattle truck
Will help us fix the exit polls
Our children must have rock'n'roll
Surveillance cameras captured dawn
Breaking on the autobahn
I knew for sure our chance was blown
When rifles made us feel at home

We meet in Strasbourg
In Strasbourg
Dann sind wir Helden
We meet in Strasbourg
We meet in Strasbourg
In Strasbourg
Dann sind wir Helden
We meet in Strasbourg

Eins, zwei, drei, vier

Ideas can change the government
But they never listen to our arguments
On TV our friends smashed cement
And pulled down the bastards monuments
I went outside for a cigarette
I could see things I had tried to forget
The news showed us who we had left
And I could smell the vodka on your breath

The Rakes, Strasbourg

Brevemente lá irei eu até terras gaulesas.. Mas espero sem coisas por resolver.. Semana decisiva esta...

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Qual o limite entre a ousadia e o exagero?

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Algures perdido no tempo, encontrei este texto no meio da desarrumação

O mar já abranda...
A onda está a fugir...
A minha alma já anda
Para onde eu quero ir

Para onde é que eu quero ir?
Para longe da solidão
Para longe do mundo
Do sofrimento, do escuro, do não...

A angústia passa mas a ferida fica
Marcas da luta vivida
Por mim, contra mim
Para ganhar a saída
Para este sofrimento ter um fim

Não quero palavras meigas, doces
De conveniência, de compaixão
Quero palavras verdadeiras
Que me dêm boleia á razão

Palavras... Palavras estas que a caneta escreve
São de momento o meu único escape
Porque, no fim de contas
A voz já de nada vale
02 de Junho de 2005

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Sorrio

Tenho o corpo cravado de marcas dos encontrões que dei.. Andei de olhos fechados, por esse mundo fora, não vi o que me rodeava.. Precisei de os abrir, as dores eram muito fortes, tinha que sarar estas feridas que me lembram do caminho que trilhei. Por agora adormeço, o dia foi cansativo, tenho que encarar o amanhã com força suficiente para não voltar a ir para a rua de olhos fechados, porque saberei de certeza que mais feridas virão, mais dores virão.. Eliminar a cegueira em que se transforma o encarar dos dias é uma vitória, recorrer a ela é a mais pura das humilhações..
Acordo com sede.. Fartei-me de falar de noite, sonhos inquietos que me cansaram o corpo de noite.. Vou beber um pouco de água e olho pela janela.. O sol brilha, o dia é bonito...
Sorrio...

domingo, fevereiro 12, 2006

É já ali que o mundo começa..


É já ali que o mundo começa.. Estou quase a chegar.. Esta viagem cansou-me um pouco, tanto tempo neste rio, a disfrutar destas margens que me indicam este caminho. Vinhas comigo, mas entretanto desististe de conhecer o que de novo o mundo tem, faltou-te coragem.. Prossigo no entanto, quero novidades na minha vida, não mais do mesmo.. Este horizonte inspira-me confiança de que tudo vai correr bem.. Tenho a certeza disso..
Um caminho que me leva ao incerto que é o futuro, mas que não me preocupa porque só de mim depende se a incerteza será boa ou não.. Depois do horizonte novas perspectivas alargam-se na minha vida, não quero mais saber do local onde estive.. O passado já o deixei para trás das costas..
Está quase..
Quanto tempo estarei aqui? Será que será mais uma passagem, ou colocarei aqui o que resta da minha vida? Só saberei mediante do que encontrar.. Creio que poderei encontrar algo que me prenda.. Ou que me leve a fugir.. E quero que qualquer uma das opções seja provocada pelos olhos que me hipnotizam, que me deixam sem reacção durante segundos para tentar encaixar tal fenómeno.. Não sei sequer se encontrarei algo..
Não faço a mínima ideia do que seja o que vou encontrar..
Mas de algo tenho a certeza.. Estou a chegar e não tenho medo nenhum do que vou encontrar...
Já o avisto no horizonte...

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Já falta pouco...


Mas o pouco que falta ainda é bem trabalhoso...

quinta-feira, fevereiro 02, 2006




Got a big plan, this mindset maybe its right
At the right place and right time, maybe tonight
And the whisper or handshake sending a sign
Wanna make out and kiss hard, wait nevermind

Late night, and passing, mention it flipped her
Best friend, who knows saying maybe it slipped
But the slip turns to terror and a crush to light
When she walked in, he throws up, believe its the fright

Its cute in a way, till you cannot speak
And you leave to have a cigarette, your knees get weak
An escape is just a nod and a casual wave
Obsessed about it, heavy for the next two days

It's only just a crush, it'll go away
It's just like all the others it'll go away
Or maybe this is danger and you just don't know
You pray it all away but it continues to grow

I want to hold you close
Skin pressed against me tight
Lie still, and close your eyes girl
So lovely, it feels so right

I want to hold you close
Soft breasts, beating heart
As I whisper in your ear

I want to fucking tear you apart

Then he walked up and told her, thinking that he'd passed
And they talked and looked away a lot, doing the dance
Her hand brushed up against his, she left it there
Told him how she felt and then they locked in a stare

They took a step back, thought about it, what should they do
Cause theres always repercussions when you're dating in school
But their lips met, and reservations started to pass
Whether this was just an evening or a thing that would last

Either way he wanted her and this was bad
He wanted to do things to her it was making him crazy
Now a little crush turned into a like
And now he wants to grab her by the hair and tell her

I want to hold you close

Skin pressed against me tight
Lie still, and close your eyes girl

So lovely, it feels so right

I want to hold you close

Soft breasts, beating heart
As I whisper in your ear
I want to fucking tear you apart


She Wants Revenge, Tear You Apart

Grande música, grande letra, grande banda...


Este blog até que aparece no Answers.com.. Disto é que não estava á espera..

domingo, janeiro 29, 2006

Ainda a propósito dos sonhos...




I dreamed of you on my farm
I dreamed of you in my arms
But dreams are always wrong
I never dreamed I'd hurt you
I never dreamed I'd lose you
In my dreams, I'm always strong
And now the creek is rising
And all my bridges burnt
I always dreamed of big crowds
Plooms of smoke and high clouds
But dreams don't last for long
I have my suspicions
When the stars are in position
All will be revealed
But I know that until then
Unless the stars surrender
All will be concealed
And now the snow is falling
And all my fences torn
I know you need someone
And I can hear someone
Somewhere in this song
I dreamed that I was walking
And the two of us were talking
Of all lives mysteries
But words that flow between friends
Winding streams, without end
I wanted you to see
But it can seem surprising
When you find yourself alone
And now the dark is rising
And a brand new moon is born
I always dreamed I'd love you
I never dreamed I'd lose you
In my dreams, I'm always strong


Mercury Rev, The Dark Is Rising

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Hoje foi provavelmente dos dias mais frios deste Inverno.. Além das temperaturas baixas normais nesta altura, acrescentou-se uma dose extra de ventania forte e fria.. Tanto frio só poderia resultar num congelamento do raciocínio e concentração.. Por vezes até é melhor termos o raciocinio perro, assim evitamos muitas chatices. Por vezes certas atitudes que tomamos sem pensar e que poderão ser á partida inofensivas podem resultar numa dose de remorsos bem grande, bicho esse que consome a mente, se não for bem controlado. São situações estúpidas, em que não há intenção nenhuma de fazer mal, mas que no entanto, depois a omissão torna-a grave. Percebo quem omite.. Acho que o faz para salvaguardar o próximo, claro que falo em situações em que há arrependimento e para não causar mais estragos não se aprofunda o assunto.
O pior é quando lidamos muito com o próximo e existe aquela sensação bem má de que estamos a ser injustos, e a verdade acaba por ter que surgir perante a ansiedade do mal que foi feito.. Compreendo perfeitamente.. Eu passo muito por esse tipo de situações. Acho que a dizer, deve ser feito da forma mais sincera possível, de forma a amenizar os estragos..
Não sei se é correcto ou não, mas creio que se esses pensamentos consomem, é melhor deita-los para fora, para uma maior calma, mas também de forma a não prejudicar a pessoa em questão, o tal próximo..

domingo, janeiro 22, 2006

Pensando alto

Chegamos a uma certa fase da nossa vida em que já não temos idade para dúvidas e incertezas. A partir deste ponto temos que ter a total noção do que queremos e não deixar andar o que pode ser resolvido logo. As pessoas crescem, e como tal têm também as suas atitudes que acompanhar este crescimento. Faz muito bem meditar sobre os nossos passos, assim como sabe ainda melhor ter este momento disfrutando da agradável solidão que é observar o mar, as outras pessoas na rua, qualquer paisagem que seja em que nós estejamos..
Sabe muito bem a sensação de que já notamos outra maturidade em nós, de que já agimos com a sensatez suficiente de uma pessoa adulta, mas percebo perfeitamente o que custa deixar a despreocupação que nos acompanha nos primeiros anos de vida. Eu noto isso. É tudo tão mais fácil quando são os outros que têm a responsabilidade, quando o acto do outro é que vale, seja para o bem ou para o mal. Dá um particular jeito quando as coisas correm mal, porque o peso não cai nos nossos ombros mas sim de quem decidiu.
De qualquer forma foi só um pensamento que tive e achei por bem escrever, por nada de especial que se tenha passado, mas apenas porque tenho para mim esta opinião.
Posso dizer que foi num momento de solitária descontração e meditação que a desenvolvi..
Vou continuar esse momento então..