Fugi da chuva lá fora e abriguei-me numa noite estranha. Nos meus lençóis dá-se a luta para um sono rápido, mas sinto-me em desvantagem, não há maneira de sucumbir ao cansaço. Preciso de algo, algo bem concreto. Hoje seria perfeita a ajuda de um abraço, do teu abraço.
Era lá que me queria refugiar hoje, não pediria mais do que isso. Não precisaria pedir mais, estaria tudo perfeito.
domingo, abril 08, 2012
Ao acordar, mesmo lendo duas palavras apenas, um dia começa desde logo um pouco melhor.
E de repente a imagem que outrora me tinha feito disparar o batimento cardíaco transformou-se em realidade, um olhar intenso fitava-me e a ternura que de lá saía hipnotizava-me naturalmente. Hipnotizado por uma face, uma expressão, um toque, um olhar, a minha atenção focava-se cada vez mais, e o corpo começava a obedecer... Lentamente uma suavidade em viagem constante fazia contemplar a beleza de uma figura tão próxima, num momento de fortes sensações, fortes palavras, prolongado numa duração indeterminada, sem qualquer noção do espaço, ou sequer do tempo.
E enquanto o sono tentava ocupar lugar, no meu peito morava essa figura que eu observava, e quase não acreditava que era real e que estava bem perto de mim. Abracei, e fiquei.
Não sei quando adormeci, mas sei que o fiz a sorrir.
domingo, abril 01, 2012
Hoje sonho. Amanhã escreverei.
terça-feira, março 27, 2012
This is the first day of my life I Swear I was born right in the doorway I went out in the rain Suddenly everything changed They're spreadin' blankets on the beach
Yours is the first face that I saw I Think I was blind before I met you I don't know where I am I don't know where I've been But I know where I want to go So I thought I'd let you know That these things take forever I especially am slow But I realized that I need you And I wondered if I could come home
I remember the time you drove all night Just to meet me in the morning And I thought it was strange You said everything changed You felt as if you just woke up And you said, This is the first day of my life, I'm Glad I didn't die before I met you But now I don't care I could go anywhere with you And I'd probably be happy.
So if you wanna be with me With these things there's no telling We'll just have to wait and see But I'd rather be working for a paycheck Than waiting to win the lottery
Besides maybe this time it's different I mean I really think you like me...
Ligo a música e vejo a tua imagem. E logo o meu batimento acelera, sinto-me a transbordar por dentro. E cresce em mim uma vontade de voar e viajar para bem perto. Bem perto do que vejo nesta imagem. Completamente arrebatadora e no entanto tão simples. E no entanto tão bela. Esta vontade que transborda em mim e que me deixa estarrecido e maravilhado. Essa imagem, tal tiro certeiro, tamanha ternura, já fez viajar a mente e o coração. E deixa o corpo à espera do momento em que finalmente se pode encontrar e assim satisfazer esta vontade tão grande de aí estar. Esta vontade que é grande e é muita.
no matter the day your losing the night no matter the hour im telling you now just follow my lead i'll open like a flower honey by the nectur sweet from the ocean so deep on the shores i'll hope we'll meet and fit together perfect.
Peço-te desculpa poesia, por escolher a prosa. Não o faço por preferir, faço-o porque não consigo fazer jus à tua grandiosidade e ao que significas. A minha métrica não te dignifica, os meus versos não te preenchem, as minhas rimas não compõem os poemas que tu mereces. Por isso uso a prosa, frases corridas em que engrandeço o que me trazes, o crescimento que me provocas. As coisas que tu invocas alimentam a minha mente, que se vai mantendo viva e activa. Mesmo que cada vez menos te dêem importância, continuo a absorver-te enquanto te leio. Ainda me maravilhas, ainda me causas desconforto por não conhecer há mais tempo esses poemas maravilhosos que trazes contigo. Continuarei bem agarrado a ti, na esperança de que consiga um dia fazer algo de que não te envergonhes.
Até lá continuarei bem refugiado na prosa. Até lá peço-te desculpa poesia.
Hoje é um dia triste. O nosso José Braga deixou-nos mais pobres com a sua partida. O nosso mestre a partir de agora irá espalhar a sua sabedoria num plano superior ao nosso, no qual sempre esteve.
O legado do Mestre perdurará e será para sempre lembrado pela sua grandiosidade.
Ensinaste-nos tanto e nunca poderemos agradecer o suficiente.
Obrigado.
Até já.
O muro ruiu. E os blocos atirados ao rio. Aqueles raios de sol derreteram o bloco de gelo e partiu para uma viagem. Viagem sonora numa troca de mundos e opiniões. Viagem pintada a sorrisos que faz ansiar por mais. Que traz ternura ao olhar e que prende a atenção e o pensamento. E eu quero tanto mais.
Na celebração do seu 26º aniversário, a Rádio Universidade de Coimbra apresenta ao vivo Elisa Rodrigues, a nova voz do panorama do jazz português. A jovem cantora tem já um vasto, rico e reconhecido percurso que a JACC Records capturou na edição do entusiasmante “Heart Mouth Dialogues” no final de 2011.
Em disco, Elisa Rodrigues mostra a sua capacidade para trazer novo fôlego a clássicos como “Ain’t no Sunshine”, transcendendo o espectro jazzístico e reinventando de forma surpreendente temas como “Dumb”, dos Nirvana, ou “God Only Knows” dos Beach Boys. A dar suporte à notável voz de Elisa estará o seu quarteto, liderado por Júlio Resende, notabilizado pelas suas colaborações com alguns dos nomes mais sonantes do jazz nacional, como Carlos Bica, Carlos Barretto ou Maria João no projecto “Ogre”. A acompanhá-los estará António Zambujo, que Caetano Veloso comparou com João Gilberto, pela sua reinvenção da tradição musical do seu país. A sua participação especial neste concerto surge com um novo álbum de fado na calha, antevendo-se um evento único e imperdível.
Preçário:
7€ - Sócio RUC
8€ - Estudante
10€ - Geral
--
Rádio Universidade de Coimbra - 26 anos de Rádio Livre!
terça-feira, fevereiro 21, 2012
Hoje está inerte, está cansado, mexeu-se demais. Fatigado cairá fulminado na cama. Adormecerá completamente anestesiado sem saber quando acordar. Adormecerá com a vontade de acordar com esses raios de sol que começam a fabricar a chegada da Primavera. Lentamente, a abrir os olhos completamente restabelecido.
Páro e sinto que o meu ritmo cardíaco disparou. Fico inquieto e tento perceber o que se passa, porque me sinto agitado desta forma. Demoro a compreender mas a certa altura apercebo-me de que me sinto sem jeito e sem saber como te falar, mas que, ao mesmo tempo, a vontade de o fazer é enorme. Falar, conversar, saber mais de ti. Não fazia ideia do que se passava. Mas sei bem porquê. Não estava habituado. De certa forma tinha-me esquecido, como se tudo isto estivesse guardado e escondido naquele muro que começou a cair. E no entanto assim estou, com vontade de mais. Mas sem saber como o fazer, como o mostrar. Saber se desse lado há alguma semelhança com o que se está a passar, ou se isto tudo resulta da minha mente. Do que sei, sei que gostei bastante. Mas queria poder saber mais. Mais de ti.
Numa noite fria de Fevereiro uma amena brisa começou a derreter um muro sólido que protegia e guardava um coração aprisionado. Gelava por não ver a luz do sol, numa parede cada vez mais opaca. O cimento que unia os tijolos começou a desfazer-se, tornando este muro mais vulnerável. No dia a seguir começaram finalmente a cair pedaços, e lentamente pequenos fios de luz descongelam esse frio coração, que vai crescendo e aguardando pela vinda de mais calor.
sexta-feira, janeiro 27, 2012
No se si el corazón peca llorona En aras de un tierno amor...
Te quiero más que a mi vida llorona ¿Que mas quieres?, ¿Quieres mas?, Te quiero más que a mi vida llorona ¿Que mas quieres?, ¿Quieres mas?
With proud thanksgiving, a mother for her children, England mourns for her dead across the sea. Flesh of her flesh they were, spirit of her spirit, Fallen in the cause of the free.
Solemn the drums thrill; Death august and royal Sings sorrow up into immortal spheres, There is music in the midst of desolation And a glory that shines upon our tears.
They went with songs to the battle, they were young, Straight of limb, true of eye, steady and aglow. They were staunch to the end against odds uncounted; They fell with their faces to the foe.
They shall grow not old, as we that are left grow old: Age shall not weary them, nor the years condemn. At the going down of the sun and in the morning We will remember them.
They mingle not with their laughing comrades again; They sit no more at familiar tables of home; They have no lot in our labour of the day-time; They sleep beyond England's foam.
But where our desires are and our hopes profound, Felt as a well-spring that is hidden from sight, To the innermost heart of their own land they are known As the stars are known to the Night;
As the stars that shall be bright when we are dust, Moving in marches upon the heavenly plain; As the stars that are starry in the time of our darkness, To the end, to the end, they remain.
domingo, janeiro 15, 2012
Bom dia. Chamo-me Rui, tenho 26 anos e consigo agir como um homenzinho.
quarta-feira, janeiro 04, 2012
Fontes luminosas a meu lado
Sinto o meu olhar desfocado
A minha alma bloqueada
A minha mente petrificada
Na fresca brisa que passa no meu cérebro
Sinto o calor enquanto quebro
Despedaçado, desesperado
Fico imóvel, fico cansado
Acelerado o meu coração dispara
Preciso de ar fresco na cara
Sentar e controlar o olhar
Voltar a conseguir respirar